Como Utilizar o Ônibus em Londres?

Quem está indo visitar Londres, não pode perder a oportunidade de passear nos famosos ônibus de 2 andares. Veja como fazer para utilizá-los.

Ônibus de Londres

Ônibus de Londres

Nada é mais representativo de Londres (e até mesmo da Inglaterra) do que aqueles ônibus vermelhos de 2 andares, conhecidos como Double Decker.

O tradicional foi aposentado há alguns anos e hoje em dia vemos comente as 2 versões modernas deles (alguns até ecologicamente corretos). Mas nem por isso os ônibus perderam o charme que o tornaram tão famosos.

Quem é que nunca teve vontade de andar num deles? Eu não perdi essa oportunidade quando fui visitar Londres e fiz o possível para viajar no andar superior. E bem na frente, é claro! Pra poder ter uma visão panorâmica.

As linhas abrangem a cidade como um todo e há tanto ônibus circulando pelas ruas que chega a ser quase impossível conseguir tirar uma foto sem ter algum passando no fundo. Sorte que eles são a cara de Londres, o que não chega a atrapalhar o seu clique (muito pelo contrário...).

Neste post, trarei informações úteis sobre como utilizar o ônibus em Londres. E também algumas impressões e dicas baseadas na minha experiência, para que você não entre em nenhuma furada quando for andar no ônibus urbano mais famoso do mundo.

Informações Gerais

Apesar da vontade enorme que eu estava de andar nos Double Decker londrinos, eu tinha um certo receio de lidar com eles. Afinal, para usar um ônibus urbano de uma cidade, é preciso ter um bom conhecimento dela para saber qual linha pegar e, principalmente, onde saltar.

Double Deckers - o antigo (à esq) e o novo (à dir)

Double Deckers - o antigo (à esq) e o novo (à dir)

Vendo por esse lado, é muito mais fácil utilizar o serviço de metrô, pois sabemos exatamente onde pegar e onde saltar, sem precisar ter o mapa da cidade em mente. Mas por outro lado, viajar apenas pelo subterrâneo de Londres nos impede de uma das coisas mais interessantes de se utilizar o ônibus de lá, que é poder ter a vista das belas ruas da cidade.

Mas ao chegar a Londres e encarar a jornada (eu não podia perder essa!), percebi que o serviço de ônibus é extremamente fácil de usar, tranquilo e seguro.

Os ônibus são geridos pelo órgão do governo chamado Transport for London (ou TfL) que também administra outros meios de transporte público da cidade, como o metrô, o DLR, entre outros.

O site oficial deles é bem interessante e oferece uma série de informações úteis, como mapas, tarifas das passagens, se há alguma restrição no serviço e etc.

LINHAS: Há diversas espalhadas pela cidade. E da mesma forma que o metrô, há também um mapa de linhas de ônibus no site oficial do TfL. Mas é preciso ter uma ideia da região pra onde você quer ir, pois eles apenas fornecem o esquema das linhas de acordo com a região que você irá. Até há um mapa com todas elas, só que é extremamente confuso.

PLANEJANDO A SUA ROTA: Se você for do tipo que tem dificuldade com mapas, tudo bem: é só ir até a página inicial do site do TfL, onde você encontrará um formulário que te ajudará a planejar uma rota (Plan a Journey).

Você digita o ponto de partida (From) e o destino (To) e ele te dá as opções de itinerário. Só que geralmente ele inclui, além do ônibus, outros meios de transporte (metrô, DLR...).

Nesse momento, o site te dará várias informações que serão necessárias para que você consiga encontrar o ponto de ônibus certo para o seu caso. Falaremos sobre isso mais a frente no post.

PASSAGENS: Você pode comprar o bilhete avulso ou adquirir o Oyster Card, o cartão pré-pago do transporte público de Londres.

Oyster Card

Oyster Card

Comprar o bilhete avulso não compensa (inclusive, nem vou considerá-lo neste post). A melhor opção é adquirir o Oyster Card, mesmo que vá ficar poucos dias na cidade. A passagem sai muito mais barata com ele, além de ser prático de usar e oferecer uma série de vantagens.

Fiz um post bem bacana onde explico como utilizar o Oyster Card em Londres. Não deixe de conferir.

Sobre os ônibus de Londres

Ao utilizar o serviço de ônibus urbano na capital inglesa, é preciso saber algumas particularidades que nós brasileiros não estamos acostumados a encontrar:

Não há trocador dentro do ônibus. Ao entrar no veículo, você passa seu Oyster Card no leitor amarelo ou compra a passagem com o motorista mesmo;

Há um painel eletrônico e uma gravação no interior do veículo, que avisam frequentemente aos passageiros: o número da linha, o nome do ponto final e o nome da próxima parada;

Os motoristas ficam isolados numa espécie de cabine e, reza a lenda, não podem dar uma palavra com os passageiros (realmente não vi nenhum abrir a boca pra falar);

Quem compra a passagem com eles não ouve um pio enquanto faz o trâmite. No fundo isso é bom, pois evita que ele se distraia, caso algum passageiro chegue para pedir informação enquanto ele está dirigindo;

A altura dos ônibus é geralmente a mesma das calçadas. Aquela coisa de subir degrau muito alto, como acontece aqui no Brasil, não existe em Londres. Se porventura a calçada for mais baixa (é raro, mas acontece) ou tiver alguma pessoa com necessidades especiais que precise subir, há uma plataforma que desce até a altura certa para que a pessoa possa entrar sem dificuldades;

O andar inferior é geralmente reservado para pessoas com necessidades especiais: idosos, pessoas com crianças de colo, gestantes, cadeirantes ou qualquer outra situação que impeça a pessoa subir até o andar de cima. Não é que você não possa viajar no andar de baixo, mas se aparecer alguém com as características citadas e não tiver mais assento disponível, ceda o lugar.

Inclusive, há um espaço exclusivo para cadeirantes e carrinhos de bebê no andar inferior do ônibus.

Me chamou a atenção a impressionante quantidade de mães que usam o ônibus para sair com seus bebês nos carrinhos. Presenciei inúmeras vezes elas subirem no ônibus com eles – algo inimaginável na grande maioria dos ônibus brasileiros. Taí uma ideia que deveríamos copiar...

Os pontos de ônibus

Eles são facilmente encontrados e estão espalhados por toda a cidade. E são bastante informativos – às vezes até demais, o que acaba confundindo o turista.

Por isso, vamos decifrá-los para que você possa entender quando chegar em Londres...

Ponto de Ônibus

Ponto de Ônibus

Veja na foto acima, um típico ponto de ônibus de Londres. Note que no topo do poste, à direita, há uma placa redonda vermelha, com uma letra branca (já já falarei sobre ela) e uma placa retangular, onde você verá:

• Um círculo cortado ao meio de cor vermelha, situado em um fundo branco, contendo a expressão Bus Stop embaixo;

• Uma faixa cinza contendo o nome do ponto;

• Uma faixa branca indicando alguns locais de referência onde os ônibus que param nesse ponto irão passar;

• Os números das linhas que param ali.

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Note que algumas linhas possuem uma faixa preta em cima indicando 24 hour (são as linhas que funcionam 24h, obviamente) e outras possuem uma letra “N” antes do número, num retângulo azulado (indicando as linhas noturnas).

Cada ponto de ônibus em Londres possui um nome, relacionado ao local onde ele está, e uma letra (às vezes 2 letras), correspondente à direção do ônibus.

Como assim? Como em qualquer lugar do mundo, uma linha de ônibus liga 2 pontos de uma cidade utilizando 2 trajetos diferentes: um que vai e outro que volta. E dependendo se você que ir ou voltar, os pontos serão em locais diferentes, ou seja, haverão 2 placas com o mesmo número da linha, mas cada uma correspondendo a uma direção diferente (ida ou volta).

Estou explicando isso porque, eventualmente, você irá encontrar essas 2 placas próximas uma da outra (em lados opostos de uma rua, por exemplo). E aí, como saber qual dos 2 pontos é o seu caso?

2 pontos com o mesmo nome e as mesmas linhas, mas direções diferentes

2 pontos com o mesmo nome e as mesmas linhas, mas direções diferentes

O que vai diferenciar um do outro é a letra que está na placa vermelha redonda, no alto do poste.

No exemplo da foto acima, o ponto de letra “D” e chama-se St. Thomas Hospital / County Hall. Se você atravessar a rua, verá que do outro lado há outro ponto, que também se chama St. Thomas Hospital / County Hall e terá os mesmos números das linhas. Só que ele terá a letra “E” no alto, ou seja, aquelas linhas seguem na direção contrária ao do ponto “D”.

Note também que a faixa que está abaixo do nome do ponto “E” está com o “towards” diferente, ou seja, indica uma direção diferente da do ponto “D”.

A coisa parece complicada pra quem não está acostumado, mas na verdade é simples. Eu também fiquei com um pouco de receio no início, mas logo que cheguei lá vi que era muito fácil. Bastava apenas seguir a dica abaixo...

Pra quem vai pegar o ônibus em Londres, é importante ter em mente: o número da linha, o nome do ponto e, principalmente, a letra do ponto – para não correr o risco de seguir na direção errada.

É nessa hora que o formulário Plan a Journey do site do Transport for London será bastante útil. Ele te oferecerá todos esses dados e, também, o local exato onde estes pontos de ônibus estão no mapa da cidade. Muito útil para quem está fazendo o planejamento.

A maioria dos pontos também tem uma placa – na altura do pedestre – com o itinerário das linhas que param ali. Naqueles que possuem uma cobertura, muitas vezes há um mapa esquemático da cidade com as linhas. Muito útil para o caso de alguém precisar pegar um ônibus sem planejamento prévio.

Como utilizar o ônibus em Londres?

Veja como é super simples usar esse serviço...

1. Ao chegar no ponto do ônibus

A primeira coisa que você precisará fazer é olhar a placa que está nele para avaliar o símbolo do transporte (o círculo cortado ao meio).

Bus Stop

Bus Stop

A maioria dos pontos de ônibus do centro de Londres possui esse símbolo exatamente como está na foto ao lado: o símbolo vermelho em um fundo branco e escrito Bus Stop embaixo.

Porém, em alguns pontos, essa cor pode estar invertida: o símbolo estará branco e o fundo da placa estará vermelho. E embaixo, estará escrito Request Stop.

Qual a diferença? No primeiro (Bus Stop), não é necessário dar sinal – o ônibus vai sempre parar naquele ponto, independente se alguém vai pegá-lo ou não (quase sempre tem alguém subindo ou descendo, de qualquer forma). Já no segundo (Request Stop), é preciso dar sinal, senão o motorista passa direto pelo ponto (a menos que você dê a sorte de alguém pedir pra saltar naquele ponto).

É muito provável que você, turista que está indo visitar Londres, apenas circule pelo centro e pelo City e encontre basicamente os pontos do Bus Stop.

2. Entrando no ônibus

Entrada pela frente (e na traseira) e saída pelo meio

Entrada pela frente (e na traseira) e saída pelo meio

A entrada se dá pela frente, perto do motorista. Já a saída é pelo meio do ônibus.

Alguns veículos também possuem uma porta na traseira, que serve tanto de entrada como saída.

Uma vez dentro do ônibus, encoste seu Oyster Card no leitor amarelo que está ao lado do motorista (ou próximo à porta traseira do ônibus, se houver). Caso não tenha o cartão, é só comprar a passagem com o motorista.

OBS: Há outras formas de você comprar a passagem avulsa, como nas máquinas próprias (presentes em alguns pontos) e estações de metrô. Não vou me aprofundar muito nisso porque não é vantajoso. Como disse no início do post, a melhor opção pro turista que está indo pra Londres é adquirir o Oyster Card, ou seja, não haverá necessidade de comprar o bilhete avulso.

3. Dentro do ônibus

Você pode escolher ficar no andar de baixo ou fazer o passeio mais interessante, que é subir a escada e viajar no andar de cima.

Escada traseira (esq) e a visão panorâmica do 2º andar (dir)

Escada traseira (esq) e a visão panorâmica do 2º andar (dir)

A escada do ônibus geralmente fica atrás do motorista. Em nas versões onde tem a porta traseira, há uma segunda escada em frente a ela.

Uma vez lá em cima, tente sentar na frente do ônibus, mais ou menos na altura onde está o motorista, para ter uma visão panorâmica à frente. Rende um passeio bem interessante.

Como citei anteriormente, há um painel eletrônico e uma gravação que informam a linha, o destino final e a próxima parada. Fique atento(a) para não perder o seu ponto de descida.

4. Descendo do ônibus

Interior do andar de baixo do ônibus

Interior do andar de baixo do ônibus

Quando o ponto que você for saltar for anunciado no auto-falante (ou aparecer no painel eletrônico), dirija-se até a porta de saída – que é a que está no meio do ônibus (ou também na traseira, quando houver) e aperte qualquer um dos botões vermelhos presos às barras de apoio, onde estará escrito Stop. Há vários espalhados pelo ônibus.

Achei curioso esse esquema do botão de parada. Se a grande maioria dos ônibus para em todos os pontos, então pra quê dar sinal?

Enfim, só sei que os botões estão lá e as pessoas usam! Acredito que sirvam para avisar ao motorista para abrir a porta de saída, quando for parar no ponto para pegar algum passageiro.

Ah! E diferentemente do que acontece no metrô, não é necessário passar o Oyster Card novamente no leitor na saída.

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4 Comentários
  1. William Haddad

    parabéns pela matéria …

  2. Walter Moras ( Brasil)

    Excelente trabalho Fernanda, PARABÉNS. Desejo fazer uma pergunta, caso compre o OSTER as 17 horas, ele vence a que horas??? vence a meia noite o tem validade por 24 horas???.
    Obrigado

    • Fernanda Rangel

      Oi, Walter!
      Obrigada pelo elogio!
      Isso depende se você vai carregar um valor em crédito ou um Travelcard (o pacote de dias).
      No primeiro caso, ele só vence no momento que o crédito acabar.
      No segundo caso, ele vence às 04:29 da manhã seguinte à data da expiração. Exemplo: quem carregou o Oyster com um pacote Travelcard para 7 dias, ele vence às 04:29 da manhã do 8º dia.
      Abs

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