Diário de Viagem – Florença: da Piazzale Michelangelo aos Jardins de Bóboli

Ver a cidade do alto de um mirante e passear pelos labirintos de um belíssimo jardim renascentista foram os momentos mais marcantes do meu terceiro dia em Florença.

Vista da cidade de Florença da Piazzale Michelangelo

Vista da cidade de Florença da Piazzale Michelangelo

Como no dia anterior tinha chovido bastante na parte da tarde, resolvi inverter a ordem do meu roteiro e comecei meu oitavo dia na Itália pelo que ficaria para o final: a Piazzale Michelangelo, um mirante de onde se tem uma belíssima vista da cidade.

Após o café da manhã, saímos do Hotel Sempione e seguimos e direção à Estação Santa Maria Novella. Na rotatória, entramos na Via degli Avelli e seguimos até a Piazza Santa Maria Novella ode fica a igreja de mesmo nome. A fachada da igreja é muito parecida com a de Santa Croce que tinha conhecido na véspera. Optamos por não entrar na Basílica, mas dizem que o interior é lindo. A entrada é paga.

Bilhete e ponto do ônibus na Piazza Santa Maria Novella

Bilhete e ponto do ônibus na Piazza Santa Maria Novella

Seguimos até o ponto de ônibus que ficava um pouco mais à frente, na esquina da Via deli Scala com a Piazza degli Ottaviani, poucos metros após o Hotel Roma (aliás, muito bem recomendado também). Havíamos comprado um bilhete com direito a quatro viagens (ida e volta para duas pessoas - 4,70 euros) numa tabacaria ("Tabacchi") perto do hotel.

Pegamos o ônibus da linha 12 e foi preciso passar o ticket na máquina para registrar o horário. Como o meu bilhete era para dois, eu passei na máquina duas vezes em diferentes posições, conforme indicado no mesmo. O percurso até o mirante da Piazzale durou cerca de 25 minutos.

O dia estava lindo e ensolarado e pudemos ter uma incrível vista da cidade com direito ao Duomo, o Rio Arno e a Ponte Vecchio, e as colinas da Toscana no horizonte.

Vista da cidade de Florença da Piazzale Michelangelo

Vista da cidade de Florença da Piazzale Michelangelo

No local há barraquinhas com vendedores de souvenir e lanches. Mais abaixo há um café e no centro da praça há outra réplica em bronze da estátua do David de Michelangelo.

Piazzale Michelangelo

Piazzale Michelangelo

Após apreciar a belíssima vista da cidade, nos dirigimos ao ponto de ônibus (do lado oposto da calçada onde saltamos) e pegamos o ônibus da linha 13 fazendo o caminho de volta. Saltamos na estação Petrarca (8 paradas - próximo a Porta Romana), após passar por uma rotatória.

Bem ao lado da Porta Romana está uma das entradas dos Jardins de Bóboli. Até então eu não sabia e descobri por acaso. Eu havia planejado seguir andando pela Via Romana até a entrada do Palácio Pitti, mas não foi necessário e economizei uma boa caminhada.

Mapa do Jardim de Bóboli (observe a entrada pela Porta Romana - nº 10)

Mapa do Jardim de Bóboli (observe a entrada pela Porta Romana - nº 10)

O ingresso para o Jardim custou 10 euros e dava direito a visitar o Museu degli Argenti, Galleria del Costume e o Museu delle Porcellane.

O lugar é lindo e enorme. Mas é preciso muita disposição para encarar a subida, uma ladeira muito grande, para chegar até o alto do complexo. Mas vale a pena, porque a vista lá de cima é de tirar o fôlego.

A dica é seguir sempre pelo caminho central onde existem grutas, templos, fontes e lagos lindíssimos e diversas esculturas espalhadas pelo parque.

Jardim de Bóboli

Jardim de Bóboli

Na parte central do parque havia banheiro e fontes de água potável para repor as energias. Depois subimos mais umas escadas e chegamos até o Museu de Porcelana. O museu não tem nada demais, mas no local há um mirante com uma vista maravilhosa das colinas da Toscana.

Vista do terraço do Museu de Porcelana

Vista do terraço do Museu de Porcelana

Depois fomos descendo em direção ao Palácio Pitti, que fica na frente do jardim. No local há um museu bastante famoso e com um belo acervo de obras de arte que não tivemos oportunidade de visitar. Vai ficar para a próxima.

Jardim de Bóboli

Jardim de Bóboli

Saindo do Palácio Pitti, seguimos pela Via de Guicciardini em direção a Ponte Vecchio observando o comércio local e atravessamos para o outro lado do Rio Arno.

Ponte Vecchio

Ponte Vecchio

Paramos para almoçar numa lanchonete na Via Santa Maria. Depois seguimos em frente até a Via Calimala, chegando na Loggia del Mercato Nuovo, assim chamado para distingui-lo do Mercato Vecchio, localizado na área da atual Piazza della Repubblica alguns metros à frente. Ali fizemos o tradicional ritual de passar a mão no focinho do Porcellino, uma estátua de um javali toda em bronze, que dizem trazer prosperidade. No local há uma feirinha com artigos de couro e souvenir que achei bem mais caro do que em outros pontos da cidade.

Mercato Nuovo e o Porcellino

Mercato Nuovo e o Porcellino

Dali, seguimos pela Via Calimala, observando o movimento e passamos por lojas de grife como Diesel, Benetton, Zara, etc, onde fizemos umas comprinhas.

Nossa caminhada nos levou até a Pizza dela Repubblica, que já havíamos conhecido no primeiro dia. Dobramos à direita na Via degli Speziali e seguimos até a Via dei Calzaiuoli, dobramos à esquerda e caminhamos até a Via dei Tosingh, viramos mais uma vez à direita e encontramos a Gelateria Grom.

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Gelateria Grom

Gelateria Grom

Até então não a conhecia, mas no dia anterior havia passado em frente por acaso e percebi que havia fila na porta. Imaginei que o gelato poderia ser bom e decidi experimentar. Eu tomei um de morango com cheesecake (2.5 euros) que estava espetacular. Bem, depois descobri que essa gelateria é mesmo famosa e tem filiais em outras cidades como Roma, Milão e Veneza.

Caminhei mais alguns metros pela Via Del Campanile e cheguei até o Duomo, desta vez para entrar, pois naquele momento não havia fila. Como já havia sido alertado, a Basílica é mais bonita por fora do que por dentro, mas mesmo assim, vale a pena visitar o seu interior e apreciar a cúpula com afrescos de Vasari retratando o Juízo final.

Interior do Duomo. Belo afresco de Vasari retratando o Juízo final

Interior do Duomo. Belo afresco de Vasari retratando o Juízo final

Pode-se também visitar as ruínas da antiga catedral que existia no local, derrubada em 1375 para a construção desta nova. As escavações começaram em 1966 e foram descobertos diversos materiais dos séculos passados, dentre eles, paredes de casas romanas, cerâmicas, peças de metal, etc. No local também está o túmulo Brunelleschi.

Optei por não subir na cúpula, pois já tinha subido a torre do Palácio Vecchio no dia anterior.

O Batistério estava em obras e não foi possível entrar. Uma pena, pois dizem que tudo o que a Basílica não tem de bonito por dentro, o Batistério tem. Lá está a réplica de uma famosa e lindíssima porta de bronze, mas não deu pra ver direito por causa da cerca da obra.

Igreja San Lorenzo e Capela Médici. Detalhes dos túmulos de Lorenzo e Juliano de Médici esculpidos por Michelanglo

Igreja San Lorenzo e Capela Médici. Detalhes dos túmulos de Lorenzo e Juliano de Médici esculpidos por Michelanglo

Depois de mais algumas voltas no entorno da Piazza del Duomo, seguimos pelo Borgo San Lorenzo até a Capela dos Médici. No local há o mausoléu da família que dominou Florença no século XVI, além de esculturas de Michelangelo sobre os túmulos dos nobres da família. Lá também há um museu com quadros, documentos e relíquias que contam a história da família Médici.

Achei totalmente dispensável, especialmente porque achei bem caro (8 euros) se comparado a outros museus maravilhosos que já tinha visitado. Além disso, as tais esculturas de Michelangelo não chegam aos pés das outras obras do artista que já tinha visto.

Logo que saí da Capela, pretendia passar pela feirinha da Piazza San Lorenzo, mas como o tempo estava ruim, não havia quase nenhuma barraca. Começou então a chover bem forte, conforme já tinha previsto, pois na véspera tinha acontecido a mesma coisa. Fiquei feliz de ter invertido o roteiro e aproveitado a parte da manhã e da tarde para os passeios a céu aberto.

Decidi ir para o hotel e arrumar as malas, pois no dia seguinte eu iria partir para Veneza bem cedo. À noite, a chuva deu uma trégua e saímos para jantar e curtir a última noite na agradável cidade de Florença.

DICA: Florença possui sinal aberto de internet wifi ('FirenzeWiFi') em algumas das principais praças.

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Não deixe de acompanhar meu diário de viagem pela Itália nos links abaixo:

Dia 1 – Roma: Chegando na Itália

Dia 2 - Roma: da Fontana di Trevi a San Giovanni in Laterano

Dia 3 - Roma: do Coliseu aos Museus Capitolinos

Dia 4 - Roma: da Basílica de São Pedro ao Pantheon

Dia 5 - Roma: Museus do Vaticano e Galleria Borghese

Dia 6 - Pisa e Florença: da Torre de Pisa ao Duomo de Florença

Dia 7 - Florença: do Davi de Michelangelo à Galleria degli Uffizi

Dia 9 - Veneza: da Ponte Rialto à Praça de San Marco

Dia 10 – Veneza: do passeio de gôndola ao Palácio Ducale

Dias 11 e 12 - Milão: Duomo, Parque Sempione e Última Ceia

Se tiver alguma dúvida ou sugestão, faça seu comentário abaixo. Agradecemos sua participação.

Galeria de Fotos:


4 Comentários

  1. Rosana Rocha

    Muitas dicas legais. Vou para Itália em setembro e estou fazendo um roteiro baseado nas suas dicas. Parabéns!

  2. Rosana

    Oi Vinícius, fomos para a Piazzale Michelangelo de ônibus, conforme você sugere logo acima. Çompramos o bilhete do ônibus numa tabacaria e tudo mais, mas acho que nos equivocamos, ou o vendedor se equivocou, pois o bilhete era de 90 minutos. Na volta da Piazzale, não descemos na estação Petraca como você sugeriu, resolvemos descer no terminal. Mas, uma parada antes do terminal, entrou um fiscal, e pediu os nossos bilhetes. Apresentei e ele deu OK, quando minha amiga apresentou, ele informou que havia passado 10 minutos do vencimento do bilhete. A princípio, ficamos atônitas. Ele desceu do ônibus, e por mais que tentássemos explicar ele dizia que só falava “italiano”. Resumo da opera: acho que ele percebeu que não houve má fé e resolveu multar apenas uma de nós. Cobrou 50 euros de multa.

    • Vinícius Miranda

      Oi Rosana,
      Puxa vida!! Que prejuízo heim!! Rsrsrs
      Eu lembro que comprei dois bilhetes por pessoa para a ir até a Piazzale Michelangelo: um pra ir e outro para voltar. Mas também não fui abordado por nenhum fiscal. Eles são bem rigorosos e não dão muita colher de chá.
      Uma prima minha foi multada no trem porque não tinha o assento reservado.
      Eu dei muita sorte em Roma. Entrei no trem errado e o fiscal também parece ter ficado com pena e nos liberou e ainda explicou como fazer para pegar a linha correta.
      Mas é isso aí, vivendo e aprendendo não é mesmo?. Esses perrengues servem de história para contar e experiência para as próximas viagens!
      Muito obrigado pelo seu relato!!
      Abraços

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