Diário de Viagem – Roma: da Basílica de São Pedro ao Pantheon

Meu quarto dia em Roma foi marcado por momentos de grande emoção ao conhecer o Vaticano e caminhar pelo centro histórico da cidade. Veja como foi.

Pantheon de Roma na Itália

Pantheon de Roma na Itália

Como no dias anteriores, nosso quarto dia em Roma começou cedo.

Saímos do Hotel Be First B&B por volta das 8h. Utilizando o Roma Pass, pegamos o metrô na estação Vittorio Emanuele (linha A – sentido Batitstini). Saltamos na estação Ottaviano e fomos caminhando pela Via Ottaviano até a Praça de São Pedro (10 minutos – 850m).

Quando chegamos e nos deparamos com a Basílica de São Pedro, fiquei todo arrepiado e meus olhos se encheram de lágrimas. Foi uma emoção muito grande chegar naquele lugar com uma energia tão boa que fiquei alguns minutos parado ali contemplando tudo. Depois de passado o primeiro impacto tiramos algumas fotos e seguimos para a fila e vimos um 'exemplar' da famosa guarda suíça. Impressionante como eles ficam imóveis por horas.

Basílica de São Pedro e a famosa guarda suíça. Praça vazia no detalhe

Basílica de São Pedro & a famosa guarda suíça. Praça vazia no detalhe

Eram cerca de 8h45min e a fila para entrar na Basílica ainda estava pequena. Ficamos uns 10 minutos até entrar. Na fila vimos algumas pessoas de bermudas curtas e blusas sem manga e ficamos observando se seriam barradas, pois todo mundo fala que não pode entrar de saias, shorts e blusas sem manga, mas todos entraram sem nenhum problema.

O interior da Basílica é realmente lindo, imponente. Logo na entrada, nos deparamos com a Pietá de Michelangelo. Me decepcionei um pouco pois achei muito longe do público e o fato de estar protegida por um vidro dificulta a sua visualização. Logo, ao lado, na Capela de João Paulo II, assistimos a uma missa bem curta, que valeu muito a pena e foi emocionante. Em seguida, fizemos o ritual de passar as mãos nos pés da estátua de São Pedro para receber suas bênçãos e chegamos até o enorme altar papal bem embaixo da gigantesca cúpula que não subimos. No final, fomos visitar as catacumbas no subsolo da Basílica e saímos pela lateral, onde havia uma lojinha de souvenir. Confira nossa matéria, com maiores detalhes sobre as atrações da Basílica de São Pedro.

Interior da Basílica de São Pedro. Tradicional foto nos pés de São Pedro. Detalhe da cúpula

Interior da Basílica de São Pedro. Tradicional foto nos pés de São Pedro. Detalhe da cúpula.

Ao sair da Basílica nos deparamos com uma enorme fila que já dava volta na Praça e dei graças a Deus por ter seguido as orientações para chegar cedo.

Fomos caminhando pela Via della Conciliazione até o Castelo de Sant’Angelo numa praça em formato de estrela às margens do Rio Tibre (10 min - 800m). Não entrei no Castelo e me arrependi por isso. Dizem que o seu interior é lindíssimo e a vista do alto do terraço também.

Castelo de San'Angelo & a ponte

Castelo de San'Angelo e a ponte

Construído para ser originariamente o mausoléu do imperador Adriano em 139 d.C., o castelo teve diversas funções, inclusive refugio dos Papas em época de instabilidade política. Existe um corredor (passetto) que vai do Palácio do Vaticano ao castelo, e serve como rota de fuga para o Papa em caso de perigo. Dizem também que os misteriosos arquivos do Vaticano estão guardados ali. O castelo também é mencionado no livro “Anjos e Demônios” de Dan Brown.

Ponte San'Angelo. Detalhe do cadeado e um músico tocando acordeon

Ponte San'Angelo. Detalhe do cadeado & um músico tocando acordeon

Em seguida atravessamos a Ponte de Sant’Angelo e aproveitamos para deixar nosso cadeado do amor preso nas grades. Dizem que quem é flagrado prendendo cadeado nas pontes pode ser multado. Como havia um monte de cadeado e aparentemente nenhum policial por ali, arrisquei. E deu certo! No caminho avistamos um músico tocando acordeon, o que deu um charme ainda maior ao local.

Seguindo pela rua em frente chegamos até a Corso Vittorio Emanuele. Caminhamos cerca de 10 minutos (800m) até a Via dei Baullari e dobramos à direita, chegando até o Campo de Fiori, uma praça muito agradável onde funciona durante o dia um mercado de gêneros alimentícios. A noite, a feira livre dá lugar à badalação e o local se torna um ótimo point perfeito para tomar um drink ou jantar. No meio da praça há uma estátua de Giordano Bruno, condenado à morte e queimado no local pela inquisição romana.

Por ali mesmo almoçamos no restaurante Maranega, que considero ter sido o melhor espaguete com molho de tomate que comi em Roma. E o preço era bem acessível (9 euros o prato), levando-se em consideração que era de frente pra praça e não cobraram corpeto. Ah! E o azeite e a bruschetta também eram deliciosos.

Mercado livre do Campo dei Fiore & o Restaurante Maranega

Mercado livre do Campo dei Fiore & o Restaurante Maranega

Saindo dali retornamos até a Corso Vittorio Emanuele e seguimos pela Via della Cucagna (5 min - 300m) até nos depararmos com a famosa Piazza Navona, a mais bela praça barroca de Roma. O seu formato comprido se deve ao fato de ter sido construída pelo imperador Domiciano para ser uma arena de competições esportivas. O destaque principal é a Fontana dei Quattro Fiumi, construída por Bernini no século XVII, e cujas esculturas representam os quatro rios mais importantes: Ganges, Danúbio, Nilo e Prata. O local também é mencionado no livro “Anjos de Demônios” de Dan Brown.

Em frente à fonte está a Igreja de Santa Agnese in Agone, cuja estrutura atual foi projetada por Borromini, outro famoso arquiteto do período barroco. Ao lado da igreja, está o Palácio Pamphili, sede da embaixada do governo brasileiro.

O lugar merecia mais algum tempo para admiração, mas como o calor estava muito forte, acabamos ficando menos tempo do que planejado e decidimos seguir nosso roteiro até a próxima atração.

Piazza Navona e Igreja de Santa Agnese in Agone ao fundo. No detalhe, a lindíssima Fontana dei Quattro Fiumi.

Piazza Navona & Igreja de Santa Agnese in Agone ao fundo. No detalhe, a lindíssima Fontana dei Quattro Fiumi.

Seguindo até o outro extremo da praça, dobramos à direita e entramos na Via di Sant’Agostino até a Via della Scrofa. Dobramos novamente à direita e chegamos até a Igreja de San Luis de France (4 min - 300m). Assim como já tinha acontecido no outro dia, a igreja estava fechada e só reabriria às 15h. Como faltava um bom tempo ainda, decidimos seguir em frente até nossa próxima atração e retornar depois.

Caminhamos pela Via Giustiniani (2 min) e chegamos até a Piazza della Rotonda e nos deparamos com lindo Pantheon. Parecia um cenário de filme, pois destoava de tudo que havia em volta. Espetacular!!

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O Pantheon é considera a mais bem preservada construção da antiguidade. Construído em 27 a.C, foi totalmente destruído por um incêndio em 80 a.C e reconstruído em 125 d.C pelo imperador Adriano. Sua cúpula tem 43 metros de altura e 43 metros de diâmetro e é formada por dezenas de alvéolos, para reduzir o peso da estrutura. No topo da cúpula há um óculo que fornece a única luz existente no interior. Durante muito tempo foi a maior cúpula da antiguidade até a construção do Duomo de Florença. As suas 24 enormes colunas foram trazidas diretamente do Egito. Originariamente construído para ser um templo de adoração dos deuses, posteriormente foi transformada em templo cristão.

Piazza della Rotonda e o Pantheon. O interior do templo & o óculo no detalhe.

Piazza della Rotonda & o Pantheon. O interior do templo & o óculo no detalhe.

Saindo pela lateral direita do Pantheon seguimos 150m até a Basílica de Santa Maria sopra Minerva, raro exemplar da arquitetura gótica de Roma.

Basílica de Santa Maria sopra Minerva & a escultura de Jesus Cristo nu de Michelangelo

Basílica de Santa Maria sopra Minerva & a escultura de Jesus Cristo nu de Michelangelo

No seu interior muito bonito, está uma famosa escultura de Jesus Cristo feita por Michelangelo. A imagem mostra Jesus nu, e por isso, posteriormente foi acrescentado um adereço em bronze na altura da cintura para esconder sua genitália. Do lado de fora da igreja, há uma escultura muito curiosa: um elefante de mármore projetado por Bernini, carregando um obelisco que teria sido encontrado no jardim do mosteiro da igreja.

Igreja de San Luis de France & as belas obras de Caravaggio dedicadas a São Mateus

Igreja de San Luis de France & as belas obras de Caravaggio dedicadas a São Mateus

De volta à Igreja de San Luis de France, era hora de visitar três grandes obras de Caravaggio, dedicadas a São Mateus ("O Chamado de São Mateus", "A inspiração de São Mateus", "O Martírio de São Mateus"). Os quadros ficam na Capela Contarelli, quinta capela do lado esquerdo da igreja e foram as primeiras grandes obras religiosas do artista. Numa dela, São Mateus é retratado como um velho com pés sujos e chegou a ser rejeitada por seu expressivo realismo e impressionante uso da luz, esta aliás, a marca registrada de Caravaggio.

Igreja de Sant’Ignazio di Loyola & o fantástico afresco 3D de Andrea Pozzo

Igreja de Sant’Ignazio di Loyola & o fantástico afresco 3D de Andrea Pozzo

Em seguida, retornamos até a Piazza della Rotonda e seguimos em frente pela Via Del Seminário até a Igreja de Sant’Ignazio di Loyola (6 mim - 500m), construída em homenagem ao santo fundador da Companhia de Jesus. No seu interior há uma das obras mais impressionantes que já vi. O gigantesco afresco no teto, de autoria de Andrea Pozzo, pintado todo em perspectiva, dando a impressão de que a cúpula vai até o céu. A obra retrata o Santo Ignazio sendo recebido no Paraíso por Cristo e a Virgem Maria, e rodeado por representações alegóricas dos quatro continentes. Procure pela marca no chão da capela sobre a qual se tem a visão perfeita do teto ao infinito.

Saindo dali, fomos caminhando pela Via del Caravita até a Via del Corso para pegar o ônibus da linha 83 de volta para o hotel. Ocorre, que demos uma bobeada e como a rua é de mão dupla, acabamos pegando o ônibus no sentido contrário e só nos demos conta quando já estávamos do outro lado do Rio Tibre. Decidimos então saltar, atravessar a rua e aguardar o retorno do ônibus voltando. Deveríamos ter pego o ônibus do outro lado da Via del Corso no ponto que fica um pouco mais a frente.

De volta ao hotel, descansamos um pouco e à noite saímos para o tour noturno.

Fizemos o passeio com a empresa Elmocar e achei excelente. O motorista Carlos nos deu uma aula de história. A cada ponto que passávamos, podíamos parar para tirar fotos e ele fazia comentários históricos. O passeio durou aproximadamente 3 horas e visitamos os principais monumentos da cidade. O que nos frustrou um pouco foi o fato de alguns deles não estarem iluminados. Parece que a crise na Europa chegou a tal ponto que as luzes foram desligadas por contenção de despesa.

Roma by night: tour noturno

Roma by night: tour noturno

LIÇÃO DO DIA:

A sinalização nos pontos de ônibus é bem didática. Em todos eles há placas com os itinerários das linhas. Fique atento ao sentido que você pretende pegar para evitar fazer o percurso inverso como aconteceu comigo. Não tem dificuldade nenhuma. É só ter atenção.

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Confira meu diário de viagem pela Itália nos links abaixo:

Dia 1 – Roma: Chegando na Itália

Dia 2 - Roma: da Fontana di Trevi a San Giovanni in Laterano

Dia 3 - Roma: do Coliseu aos Museus Capitolinos

Dia 5 - Roma: Museus do Vaticano e Galleria Borghese

Dia 6 - Pisa e Florença: da Torre de Pisa ao Duomo de Florença

Dia 7 - Florença: do Davi de Michelangelo à Galleria degli Uffizi

Dia 8 - Florença: da Piazzale Michelangelo aos Jardins de Bóboli

Dia 9 - Veneza: da Ponte Rialto à Praça de San Marco

Dia 10 – Veneza: do passeio de gôndola ao Palácio Ducale

Dias 11 e 12 - Milão: Duomo, Parque Sempione e Última Ceia

Se tiver alguma dúvida ou sugestão, não deixe de fazer seu comentário abaixo. Agradecemos sua participação.

Galeria de Fotos:

5 Comentários
  1. João

    Vinícius,

    acha melhor não fazer a Basílica de São Pedro no mesmo dia do Museu do Vaticano?

    Grato,

    • Vinícius Miranda

      Depende João,
      Dá pra fazer o Vaticano em um dia, mas fica bem corrido. Se você estiver com o tempo curto, sugiro visitar a Basílica de manhã e o Museu à tarde.
      Chegue bem cedo na Basílica para evitar filas e compre o ingresso para o Museu pela internet para a parte da tarde. Mas fique ciente de que quanto mais tarde, mais cheio o Museu fica. Leve em conta também a época do ano.
      Outra coisa, não deixe para comprar o ingresso muito em cima da viagem, pois pode não haver vaga para o horário que você deseja. Compre o quanto antes.
      Aqui no blog temos vários artigos legais com dicas e informações sobre as outras atrações do Vaticano. Vale a pena conferir

  2. Leticia

    Boa Noite, Vinicius
    Estou juntando dinheiro com uma amiga para ir visitar Roma, é uma viagem dos sonhos para nós duas. Porém, estamos com várias dúvidas a respeito de como se virar lá, em questão de pegar o meio de transporte como o trem ou metro. Como sabemos se é o metro correto? ou o trem correto para tal lugar? Por exemplo, estamos no hotel e queremos visitar a Basílica, como saber qual metro pegar?

    Agradeço a ajuda.

    • Vinícius Miranda

      Olá Leticia,
      O planejamento de uma viagem por conta própria demanda paciência e muito estudo.
      Você precisa estudar o mapa do local, e isso inclui os meios de transporte como metrô e ônibus. So assim você saberá qual o itinerário deverá seguir.Para isso é preciso definir o quanto antes onde ficará hospedada.
      Sugiro utilizar a ferramenta do google para traçar seus itinerários.
      Confira outras dicas de como montar um roteiro.

  3. Marcia

    Olá, Vinícius, que roteiro lindo. Estive em Roma há alguns anos e achei a cidade escura à noite e soube que é devido a preservação. Acho interessante como mts italianos são abertos à conversa. Fui sem saber algumas informações sobre os lugares, vou voltar mais preparada.

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