Roteiro de 2 Dias em Sevilha na Espanha

A capital da Andaluzia é uma das cidades mais alegres e agradáveis da Espanha. Venha conferir como foi nossa passagem por Sevilha e veja o que fazer por lá.

Plaza de España em Sevilha

Plaza de España em Sevilha

A cidade que encerrou a minha viagem de 15 dias pela Espanha, foi a capital da região da Andaluzia: Sevilha.

E olha... Fechei com chave de ouro, porque achei a cidade encantadora! Sem dúvida, foi uma das que mais adorei nessa jornada.

Situada às margens do Rio Guadalquivir, Sevilha é considerada uma das cidades mais bonitas da Espanha, com vida noturna ativa e clima alegre bem parecido com os das cidades tropicais. Isso em plena Europa.

Senti essa vibração logo na chegada. Desci da estação de trem e me deparei com um dia solar, um vai-e-vem de gente pelas ruas e temperaturas amenas – mesmo ainda sendo inverno (início de Março de 2017). Foi o único lugar dessa viagem em que consegui me livrar do casaco em alguns momentos do dia.

Na caminhada para o hotel, encontrei vários artistas dançando flamenco nas ruas e bares cheios de gente. Isso em plena segunda-feira!

E você pensa que à noite foi diferente? Chegava tarde no hotel (era irresistível ficar zanzando na rua até não poder mais) e encontrava os bares e restaurantes cheios de gente alegre, conversando e “tapeando”. Muito, muito agradável!

A única coisa ruim dessa visita é que eu tirei pouco tempo para ficar na cidade. Como cheguei no final de uma manhã, então foi 1 dia e meio para conhecê-la.

Deu pra visitar os principais pontos turísticos, mas eu teria ficado bem mais do que isso, só pra poder curtir o clima maravilhoso que encontrei por lá. Eu não queria ir embora!

Nesse post, vou contar como foi meu roteiro de visita a Sevilha, trazendo impressões e dicas baseadas na minha experiência.

O objetivo é que você possa saber o que fazer em Sevilha e poder se programar.

Dados da visita e dica de hotel em Sevilha

Quantos dias fiquei em Sevilha? 1 dia e meio, para ser mais exata.

Foi o suficiente? Pra conhecer os pontos principais, sim. Mas para curtir o clima agradável da cidade, não dá nem pro começo! Passaria 1 semana facilmente por lá.

Onde fiquei hospedada? Hotel Goya

O hotel era bom? Sim. Bem simples, mas com instalações limpas e novas, staff solícito, wi-fi gratuito e com elevador.

A região do hotel era boa? Excelente. É o ponto alto desse hotel! Fica numa rua estreita a poucos metros da Catedral de Sevilha e com bares e restaurantes no entorno. Não ouvi nenhum ruído dentro do quarto que fiquei, mas também ele era de fundos. Não sei se os quartos da frente teriam um bom isolamento. Por via das dúvidas, indicaria solicitar um que não tivesse janela pra rua.

DIA 1 – Catedral, Giralda, Setas de Sevilha (Metropol Parasol), Plaza Nueva

Saí cedinho de Granada e cheguei de trem em Sevilha logo no final da manhã.

Como meu hotel ficava bem no centro histórico da cidade, decidi saltar na estação Sevilla San Bernardo, que ficava mais perto (a cidade tem 2 estações ferroviárias).

Tram de Sevilha

Tram de Sevilha

Em frente a ela tem um ponto de Tram (que, na verdade, é um moderno bonde elétrico) e bastou pegá-lo para saltar ao lado da Catedral – que ficava a poucos metros do hotel.

DICA: Se você também for ficar hospedado(a) no centro histórico de Sevilha, a melhor coisa a se fazer é tentar chegar pela estação San Bernardo. Todo mundo pensa apenas na estação principal (Sevilla Santa Justa), mas não se atenta que existe essa outra opção – que não só fica mais perto do centro, como ainda há a facilidade do bonde elétrico, que te leva pra vários pontos do centro histórico.

Gente... Sabe quando você chega e se depara com uma cidade fervilhante e alegre? Foi simpatia a primeira vista!

Saltando do Tram (dá pra ir tranquilo com mala a tiracolo) fui caminhando em direção ao hotel e me deliciando com o vai-e-vem de gente e com os artistas de rua. É gente fazendo performance, bailarinos de dança flamenca na rua... Um clima maravilhoso.

Após o check-in, larguei a bagagem no hotel e fui logo almoçar num dos (vários) restaurantes que tinha naquela rua. Escolhi (aleatoriamente) o Bar Gago 6 e não só adorei o atendimento, como a comida estava deliciosa. Encarei uma paella deliciosa por lá.

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Em seguida, fui visitar a atração que estava bem ali em frente: a Catedral de Sevilha.

Construída no século 15 e utilizando as instalações de uma antiga mesquita muçulmana do século 12, ela tem um formato quadrangular (bem típico dos templos islâmicos) e é imensa – possui 126 x 83 metros.

Com esse tamanho, a Catedral de Sevilha ganhou o título de maior catedral gótica do mundo. E não pára por aí: ela também é a 3ª maior catedral do mundo!

Antes de entrar nela, não tem como não reparar na bela torre do campanário, que é conhecida como Giralda. Ela é enorme (possui 104 metros de altura) e foi uma adaptação católica realizada no antigo minarete da mesquita que existia ali.

Ela ainda mantém alguns detalhes arquitetônicos de inspiração árabe na coluna, mas o topo é todo "recente", ou seja, foi acrescentado ali depois, usando outro estilo arquitetônico para abrigar o sino típico dos templos católicos.

Catedral de Sevilha

Catedral de Sevilha

Giralda

Giralda

Como comprei o ingresso com antecedência pela internet (algo bastante recomendável, graças a grande procura pela atração), entrei por uma porta exclusiva que ficava embaixo da Giralda.

Logo me deparei com o Patio de los Naranjos, que como o nome diz, é um pátio cheio de laranjeiras e detalhes decorativos de inspiração árabe.

Ao adentrar a catedral, fiquei maravilhada, pois ela é mesmo imensa. E muito bonita!

Como disse acima, Sevilha era o final da viagem e eu já tinha passado por outras catedrais espanholas famosas nessa jornada – como a de Toledo e a de Granada, por exemplo – e pude fazer uma comparação. Na minha humilde opinião, nenhuma delas chegou aos pés da de Sevilha.

Claro que deve haver outras catedrais maravilhosas na Espanha que acabei não visitando, mas certamente a de Sevilha deve estar no topo da lista das mais bonitas.

Há muitas capelas laterais maravilhosas e o ideal é ir percorrendo o perímetro da Catedral pra apreciar uma a uma.

Além delas, os destaques são a Sala Capitular, a Sacristia-Mor, o Tesouro, o Coro e o Mausoléu de Cristóvão Colombo – que está representado numa escultura em que os reis de Aragão, Castela, Leão e Navarra carregam o caixão do famoso navegador genovês.

Mas apesar dessas belezas, o destaque inegável é o espetacular Retábulo dourado que está na Capela-Mor.

Eu já tinha ficado encantada com o exemplar que tinha na Catedral de Toledo, mas o que não imaginava é que ele não chegava aos pés do que está na Catedral de Sevilha. É de hipnotizar!

Teto com detalhes góticos da Catedral de Sevilha

Teto com detalhes góticos da Catedral de Sevilha

Altar de Prata - Catedral de Sevilha

Altar de Prata - Catedral de Sevilha

Mausoléu de Cristóvão Colombo

Mausoléu de Cristóvão Colombo

O maravilhoso retábulo dourado

O maravilhoso retábulo dourado

A visita à catedral é paga e recomenda-se comprar o ingresso com antecedência pela internet, pois as filas da bilheteria costumam ser grandes. Com ele em mãos, você entra por uma porta exclusiva e de maneira imediata.

É possível também subir a Giralda. Como boa sedentária, resolvi não encarar, mas dizem que a subida é composta por rampas e escadas, e o topo oferece uma vista incrível de Sevilha. Confira as informações.

Saindo da Catedral, fui me embrenhar pelas ruas do centro histórico. Como era mais ou menos uma 15:30, encontrei tudo relativamente deserto e praticamente todas as lojas fechadas.

O motivo? Hora da siesta!

Veja bem... Eu tinha chegado e encontrado uma cidade super alegre, cheia de vida e com intenso vai-e-vem de gente. Aí, entrei na Catedral, fiquei em torno de 2 horas lá dentro e quando saí... Ué, cadê todo mundo???

Eu já tinha ouvido falar dessa tal de sesta, mas não tinha vivido isso nas outras cidades espanholas – que parecem não aderir, embora alguns estabelecimentos de Madri fechem depois do almoço.

Só que ao visitar Sevilha, me deparei com uma cidade que morre totalmente entre 13 e 17h. Só se vê meia dúzia de gato pingado nas ruas. E geralmente são turistas!

Na siesta, Sevilha fica praticamente às moscas...

Na siesta, Sevilha fica praticamente às moscas...

... e mais tarde, fica cheia de gente nas ruas

... e mais tarde, fica cheia de gente nas ruas

Dizem as más línguas que, por causa do calor escaldante que costuma fazer por lá fora nos meses mais quentes, ninguém aguenta trabalhar nas horas de sol mais intenso. E aí, tudo pára de funcionar nesse horário. Só que acabou virando hábito e acontece no restante do ano também.

Em compensação, depois que volta a abrir, funciona até tarde da noite. Muitas lojas de rua fecham em horário de shopping, ou seja, lá pelas 22h.

Fui caminhando pelas vielas estreitas do centro até me deparar com uma agradável pracinha com cafés e restaurantes no entorno: a Plaza del Salvador, que leva esse nome graças ao edifício de fachada meio rosada que se destaca nela – a Igreja de São Salvador.

Não resisti e entrei nela, já que estava passeando sem pressa. E não é que encontrei uma igreja bonita?

Datada do século 18, ela é toda em estilo barroco. E como é recorrente em quase toda a Andaluzia, foi construída no local onde havia uma antiga mesquita muçulmana.

Inclusive, a praça onde ela fica foi, há muitos séculos atrás, o fórum romano de Sevilha – que nessa época se chamava Hispalis (o nome atual deriva de Shbiya, como era chamada na época dos Mouros).

Igreja de São Salvador em Sevilha

Igreja de São Salvador em Sevilha

Igreja de São Salvador em Sevilha

Igreja de São Salvador em Sevilha

Continuando o passeio, cheguei à próxima atração que não só estava funcionando, como tinha uma quantidade razoável de gente no entorno (apesar da hora da siesta).

Aliás, foi uma das atrações mais legais do dia: a subida ao Metropol Parasol, também conhecido como Setas de Sevilha.

Trata-se de um interessante e moderno edifício construído em 2011, que traz um mercado no térreo e uma exposição arqueológica no subsolo – em que vemos vestígios das construções romanas e árabes que existiram naquele local há muitos séculos atrás.

O diferente Metropol Parasol (ou Setas de Sevilha)

O diferente Metropol Parasol (ou Setas de Sevilha)

No andar térreo há o mercado de la Encarnación

No andar térreo há o mercado de la Encarnación

Mas o grande atrativo (além da beleza do edifício) é mesmo o ótimo mirante que tem no topo, que oferece uma vista maravilhosa de Sevilha.

Pra quem não quis encarar a subida na Giralda (#Eu), essa é uma opção bem atrativa, pois aqui é feita por elevador. E o ingresso ainda inclui uma bebida gratuita no bar que tem lá em cima. Confira as informações.

O mirante nos dá um panorama 360 º de Sevilha

O mirante nos dá um panorama 360 º de Sevilha

Catedral e a Giralda vistos do mirante

Catedral e a Giralda vistos do mirante

Há uma passarela que percorre o alto do edifício

Há uma passarela que percorre o alto do edifício

E oferece vistas de várias alturas

E oferece vistas de várias alturas

Saindo das Setas de Sevilha, voltei me embrenhando pelas mesmas ruas do centro histórico que me levaram até lá. E como já era final de tarde/início de noite, encontrei um panorama bem diferente – ruas lotadas de gente e comércio todo aberto. Nem parecia a mesma cidade de antes.

Depois de deixar-me perder naquele labirinto de ruas (quem tem um comércio ótimo), cheguei a umas das principais praças da cidade: a Plaza Nueva.

Plaza Nueva em Sevilha

Plaza Nueva em Sevilha

Ayuntamiento : a Prefeitura de Sevilha

Ayuntamiento : a Prefeitura de Sevilha

Destacam-se nela o bonito prédio renascentista da Prefeitura de Sevilha e a escultura do Rei Fernando IV no centro. Esse monarca ficou famoso por ter tomado Sevilha das mãos dos Mouros no século 13 e reintroduzido o catolicismo na cidade.

De lá, segui caminhando até chegar de volta a rua do meu hotel. Mas antes, parei pra comer umas tapas no Bar La Catedral que foi escolhido aleatoriamente e adorei – tanto o atendimento, quanto a comida.

DIA 2 – Real Alcázar de Sevilha, Plaza de España, Plaza de América, Torre del Oro, Plaza de Toros, Noite de Dança Flamenca

O dia começou com uma das visitas que eu mais esperava na cidade e que também ficava a poucos metros do hotel – o Real Alcázar de Sevilha.

Acesso ao Real Alcázar de Sevilha

Acesso ao Real Alcázar de Sevilha

Trata-se de um complexo de Palácios Reais que e é considerado o mais antigo do mundo, ainda em uso pela Monarquia (a Espanha possui uma Família Real como chefe de Estado).

E o edifício é muito antigo. Começou como uma fortaleza militar construída pelos Mouros no século 8, sofrendo ampliações e modificações ao longo dos séculos seguintes.

Apenas uma parte dele é visitável (a outra é frequentada pela Realeza Espanhola). Mas a parte liberada é tão bonita e interessante que nem sentimos falta do restante.

O passeio consiste na visita a 4 palácios (Palacio del Yeso, Casa de la Contratación, Palacio Rey Pedro I e Palacio Gótico) e os jardins dos fundos – que de tão grandes, acabam formando um verdadeiro parque verde no centro de Sevilha.

Patio del Yeso

Patio del Yeso

Patio de la Montería

Patio de la Montería

Tapeçarias no Palacio Gótico

Tapeçarias no Palacio Gótico

Um dos jardins do Real Alcázar

Um dos jardins do Real Alcázar

Há muitos destaques a serem vistos lá dentro do Alcázar e só isso renderia assunto para um post inteiro. Não vou entrar em detalhes, porque não é a proposta deste artigo aqui, mas não posso deixar de fazer um breve comentário sobre o maravilhoso Palácio do Rei Pedro I.

Ele é o ponto alto da visita e se destaca por ter sido todo feito em estilo mudéjar (um estilo arquitetônico de inspiração mourisca, típico da Península Ibérica). Ele possui várias salas super decoradas que enchem os olhos dos visitantes.

Detalhes mudéjares do Palácio de Pedro I

Detalhes mudéjares do Palácio de Pedro I

Há azulejos de vários desenhos em salas contiguas

Há azulejos de vários desenhos em salas contiguas

Eu tinha visitado Alhambra dois dias antes e confesso que fiquei tão maravilhada com essa visita de Sevilha quanto tinha ficado com os palácios da atração de Granada.

Aliás, me atrevo a dizer que o Alcázar de Sevilha ainda é mais interessante em alguns pontos, pois ele ainda preserva algumas cores originais – algo que quase não vemos mais nos palácios de Alhambra.

Uma curiosidade é que, diferente do que muitos pensam, esse palácio foi construído pelos católicos. O Rei Pedro I chamou artesãos de Granada e de Toledo para que pudessem criar um edifício cheio de decorações em estilo mourisco.

Todos os recintos deste palácio são lindos, mas os destaques são o belíssimo Patio de las Doncellas e o espetacular Salão dos Embaixadores, que possui uma maravilhosa cúpula de madeira cheia de detalhes dourados.

Patio de las Doncellas

Patio de las Doncellas

Patio de las Doncellas

Patio de las Doncellas

Salão dos Embaixadores

Salão dos Embaixadores

A bela cúpula do Salão dos Embaixadores

A bela cúpula do Salão dos Embaixadores

DICA: A visita ao palácio de Pedro I é feita no andar térreo, mas dá pra visitar o andar superior, conhecido como Cuarto Real Alto e que era os antigos aposentos dos monarcas espanhóis. O acesso é próximo à Casa de la Contratación e não só é pago a parte, como é preciso deixar o nome na lista com o funcionário que está na entrada. Isso porque a visita acontece somente em alguns horários pré-determinados e há limite de pessoas por passeio.

Acabei não visitando essa ala, mas confesso que me arrependi. Soube depois que, além de muito bonita, ela dava uma perspectiva diferente do Palácio de Pedro I.

E mais: descobri também que essa parte foi uma adição feita no local na época dos famosos Reis Católicos, sendo frequentada por eles e seus descendentes.

Eu tinha assistido uma maratona da (ótima) série “Isabel” antes de fazer essa viagem e isso acabou tornando minhas visitas a Toledo, Córdoba e Granada muito mais interessantes, já que é um seriado histórico e biográfico sobre esse casal de monarcas.

E essa visita, especificamente, era o ponto em Sevilha que tinha ligação com eles. Vai ter que ficar pra próxima...

Baños de Maria de Padilla

Baños de Maria de Padilla

Não deixe de ver também, próximo ao Jardin de la Danza, os Baños de Maria de Padilla.

Construído sob o Patio del Crucero e o Palacio Gótico, ele nada mais é do que uma antiga cisterna que, reza a lenda, era frequentada por Maria de Padilla, a despudorada amante do Rei Pedro I. Dizem as más línguas que ela se banhava nua naquelas águas, aproveitando que a temperatura ficava bem mais amena ali dentro durante o verão escaldante de Sevilha.

A visita ao Alcázar é paga e não vi necessidade de audioguia (não tem em português), pois há várias placas informativas no complexo que explicam bem os principais pontos do passeio.

DICA: Como o Alcázar é uma das atrações mais procuradas de Sevilha, é altamente recomendável que você compre o ingresso pela internet, com dia e hora marcados, para poder furar a fila (homérica) da entrada. Não perca um tempo preciso da sua viagem!

Inclusive, em alguns períodos do ano há uma opção de visita noturna guiada por atores vestidos a caráter e encenando fatos históricos ocorridos no Alcázar.

Confira as informações sobre essa visita.

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Saindo do Alcázar, peguei o Tram logo ali em frente e saltei na estação Prado de S. Sebastián. Depois de cruzar um pequeno e agradável parque e contornar um bonito edifício de tijolos (seguindo pela Av. Gran Capitán) cheguei a um dos pontos que mais adorei em Sevilha – a Plaza de España.

Gente... Que praça linda!

Ela consiste num enorme espaço semicircular, delimitada por uma charmosa balaustrada de cerâmica pintada e com um belíssimo prédio de tijolos no fundo, cheio de azulejos e placas de cerâmica decorativos.

Plaza de España em Sevilha

Plaza de España em Sevilha

Balaustrada de cerâmica pintada

Balaustrada de cerâmica pintada

O prédio de tijolos é cheio de detalhes em cerâmica

O prédio de tijolos é cheio de detalhes em cerâmica

Plaza de España em Sevilha

Plaza de España em Sevilha

Chama atenção também o canal artificial que percorre o seu perímetro, passando por baixo de pontes decoradas com tijolos, azulejos e as mesmas balaustradas de cerâmica pintada. Lindo, lindo!

E ainda dá pra navegar por esse canal, alugando pequenos barcos no local. Confira os preços da época que visitei (março de 2017).

Ponte decorada sobre o canal da Pl. España

Ponte decorada sobre o canal da Pl. España

Canal da Plaza de España em Sevilha

Canal da Plaza de España em Sevilha

Próximo ao prédio (que é do Governo) vemos um conjunto de 48 bancos de azulejos coloridos, sendo que cada um deles retrata uma província da Espanha (exceto Sevilha).

Eles estão organizados por ordem alfabética e cada um possui essas 3 características: um mapa no chão, marcando a posição geográfica daquele local, um painel de azulejo retratando alguma passagem histórica importante ocorrida naquela região e um brasão da província no alto, envolvido por uma espécie de guirlanda.

Bancos decorados apresentam 48 províncias espanholas

Bancos decorados apresentam 48 províncias espanholas

O banco relativo a Barcelona

O banco relativo a Barcelona

O banco relativo a Córdoba

O banco relativo a Córdoba

Bancos de azulejos multicoloridos

Bancos de azulejos multicoloridos

Eu adorei essa praça e não resisti e tirei milhares de fotos. É um local que você não pode deixar de visitar quando estiver em Sevilha.

Parque Maria Luisa em Sevilha

Parque Maria Luisa em Sevilha

Segui depois caminhando pelo Parque Maria Luisa que está de frente a Plaza de España e, após uma parada num quiosque chamado Bar Abylio para comer umas tapas (e que estavam bem deliciosas, inclusive), cheguei a Plaza de América.

Essa praça comprida mostrou ser outro espaço bastante agradável da cidade e possui vários destaques a serem vistos, como o bonito prédio do Pavilhão Real (todo em estilo flamboyant) e os monumentos de azulejos decorativos chamados de Glorietas.

Há 3 principais: a de Glorieta de Cervantes (que retrata cenas de “Dom Quixote” e datas memoráveis da vida do escritor), a Glorieta del Reloj (com um relógio de sol) e a La Mesa Mural (com um mapa esquemático da Plaza de España, do Parque Maria Luisa e da Plaza de América).

Ladeando a praça, não deixe de notar os belíssimos prédios do Museu de Arte e Costumes Populares (todo em estilo mourisco e conhecido como Pavilhão Mudéjar) e o Museu Arqueológico de Sevilha, no lado oposto.

Na face sul da praça, há ainda a Fuente de las Palomas, que é lotada de pombos. Eles fizeram a alegria de umas crianças que estavam lá na hora, pois elas estavam adorando correr em direção a eles para forçá-los a sair voando.

Chamou-me atenção que vários dos pombos eram bem branquinhos.

Plaza de América em Sevilha

Plaza de América em Sevilha

Glorieta de Cervantes, com cenas de Dom Quixote

Glorieta de Cervantes, com cenas de Dom Quixote

Pavilhão Mudéjar

Pavilhão Mudéjar

Fuente de las Palomas

Fuente de las Palomas

Logo em frente, no Paseo de las Delícias, peguei o Ônibus (linha 3) para poupar um pouco as pernas e saltei próximo a um dos monumentos mais famosos de Sevilha – a Torre del Oro.

Torre del Oro

Torre del Oro

Datada do século 13, ela era uma antiga torre de observação situada estrategicamente na beirada do Rio Guadalquivir e pertencia a antiga muralha de Sevilha que defendia o Alcázar.

A origem do nome é controversa. A teoria mais aceita é que deriva do fato de que sua cúpula tinha placas douradas em outras épocas. Mas há vertentes que acreditam que era porque ali se guardavam algumas riquezas trazidas das colônias espanholas na América.

É possível entrar nela e lá dentro há um Museu Naval. Confira as informações.

Eu passei batida e segui em frente até me deparar com a famosa arena de touradas de Sevilha: a Plaza de Toros de La Real Maestranza.

Arena de Touradas de Sevilha: La Maestranza

Arena de Touradas de Sevilha: La Maestranza

Depois de ter visto alguns belos exemplares ao longo da viagem, como a La Monumental em Barcelona e a Las Ventas em Madri, achei essa arena de Sevilha meio “caída” e sem graça.

O que me deixou mais pasma ainda foi saber que essa daí é considerada o Maracanã das arenas de touradas! A principal da Espanha, aquela que todo toureiro que se preze sonha em estar. Dá pra acreditar?

É possível entrar pra visita-la por dentro e até mesmo assistir a um espetáculo do gênero. Eu que não sou muito fã da prática, passei batida. Confira as informações.

Nessa hora eu estava MUITO cansada (final de viagem a gente já está com a pilha gasta...) e decidi me embrenhar pelas ruas do local e voltar pro hotel pra dar uma relaxada.

Se não fosse isso, teria continuado beirando o rio e daria uma esticada até o Mercado de Triana, que fica na margem oposta. É um dos mais famosos da cidade e, além de vender alimentos como qualquer mercado ou feira, dá também pra comer umas tapas por lá.

À noite, fui assistir a um espetáculo de dança flamenca numa casa que ficava bem pertinho do meu hotel.

Optei por assistir apenas em Sevilha porque li que, apesar de ser uma dança associada a Espanha, ela na verdade é típica da Andaluzia. Mesmo com inúmeras casas do gênero espalhadas pelo restante do país, dizem que as que são apresentadas nas cidades andaluzas são as mais bonitas.

Fazendo uma analogia, é como se você preferisse assistir uma "Chula" no próprio Rio Grande do Sul ao invés de uma casa de dança típicas em São Paulo.

E dentre as várias opções que tinham em Sevilha, escolhi assistir a apresentação do La Casa del Flamenco – Auditório Alcântara.

Nela participam 4 artistas: uma cantora, um violeiro e um casal de bailarinos – que cantaram e dançaram com tanta garra, graça e beleza, que passei os 60 minutos do show completamente hipnotizada por eles.

Uma coisa que deu um toque especial a esse espetáculo foi o ambiente intimista que encontrei por lá. O tablado onde os bailarinos dançam fica bem na frente dos espectadores, que se sentam em cadeiras ao redor dele. Parece um show VIP, sabe como?

No La Casa del Flamenco – Auditório Alcântara, ficamos pertinho do palco

No La Casa del Flamenco – Auditório Alcântara, ficamos pertinho do palco

São 4 artistas nesse palco: o casal de bailarinos, a cantora e o violeiro (que eles chamam de "guitarrista")

São 4 artistas nesse palco: o casal de bailarinos, a cantora e o violeiro (que eles chamam de "guitarrista")

A maioria das opções que encontrei era como se fosse um show de churrascaria: um palco lá na frente com os bailarinos e um monte de mesas no salão onde servem um copo de bebida e/ou uma comida (geralmente mequetrefe). E paga-se caro por ter essa “bebida turística” e esse “jantar turístico”.

No Auditório Alcântara não tem jantar, não tem bebida, não tem nada. Há única e exclusivamente um show de música típica com dança flamenca. Ponto final.

E, diferentemente do que acontece na maioria das casas, aqui não há microfones. A cantora e os bailarinos se apresentam bem na nossa frente e utilizam magistralmente a acústica do pátio pra manter o espetáculo no tom certo. Dá perfeitamente pra sentir cada toque das castanholas, cada batida de palmas, cada “Olé” e cada sapateada dos bailarinos dentro de nós. É maravilhoso!

Sentimento e postura da dança flamenca

Sentimento e postura da dança flamenca

Uma das danças típicas mais bonitas do mundo. Olé!

Uma das danças típicas mais bonitas do mundo. Olé!

DICA: Se for assistir ao espetáculo do Auditório Alcântara, tenho 2 dicas pra você:

► Garanta seu ingresso pela internet. Dizem que na alta temporada ele costuma encher e, graças ao ambiente intimista, não há muitos lugares disponíveis.

Chegue cedo, porque não tem assento marcado. Dá pra ver o espetáculo muito bem de qualquer ângulo, mas é claro que se você sentar na primeira fileira (há 3) e ficar na posição de frente pro tablado, vai acabar tendo a melhor visão do show.

Outra coisa: NÃO é permitido filmar e nem fotografar durante a apresentação. Mas eles deixam fazer isso somente nos minutos finais do show (a cantora avisará o momento).

Super recomendo! Confira as informações.

Saindo (maravilhada) do espetáculo, imaginei que encontraria as ruas um pouco desertas até chegar ao hotel.

Que nada! Os bares da região estavam todos lotados de gente alegre, conversando, comendo suas tapas e bebendo uma cervejinha. E isso em plena terça-feira!

Não resisti e parei pra “tapear” também. E aproveitei não só pra me despedir dessa cidade encantadora, como também da Espanha – já que era meu último dia nesse maravilhoso país.

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8 Comentários

  1. Marina

    Olá, adorei suas dicas e roteiro. Poderia explicar onde comprou bilhetes para o Tram de Sevilha? É fácil chegar na estação San Bernardo e ja comprar os bilhetes de transporte? Ficarei dois dias na cidade e se puder me dar essa informação agradeço muito!

    • Fernanda Rangel

      Oi, Marina!
      Eu que agradeço o elogio! 😀
      Comprei numa das máquinas do ponto do Tram. Super tranquilo. Acabei usando o bilhete unitário (que chama-se “sencillo”) porque utilizei poucas vezes o transporte e não valia a pena comprar o passe de 1 dia.
      O ponto do Tram fica bem em frente a Estação San Bernardo. Quando sair dela, vc já vai dar de cara com ele, na Calle Enramadilla.
      Sevilha é um encanto de cidade. Aproveite bastante!
      Abs

  2. Betty Pinho

    Olá Fernanda , Parabens pelo belissimo trabalho.
    Muito explicado, fotos lindas e otimas informações.
    Esta sendo muito útil poder consulta-lo.
    Abraço

  3. Douglas Bock

    Estou anotando suas dicas.
    Uma pergunta de principiante: quando compro ingressos o comprovante fica no celular?

    • Fernanda Rangel

      Oi, Douglas!
      Assim que a compra é feita online (e aprovada), o voucher do ingresso é enviado por e-mail. Basta apresentá-lo na entrada para conferência do fiscal.
      Abs

  4. viviane baccarini

    Oi Fernanda, tudo bem?
    O site mais completo e interessante da internet! Obrigada por compartilhar.
    Vamos pra Andaluzia agora em novembro, vi que vc foi mais ou menos nessa época. Tava fazendo frio? Frio pra usar que tipo de roupa? Vamos do dia 7 ao 15, para Cordoba, Granada e Sevilla, nesta ordem. Não quero levar mala grande pelo incomodo de andar com ela. Um abraço grande e obrigada novamente

    • Fernanda Rangel

      Oi, Viviane!
      Eu que agradeço o elogio! 😀
      Visitei a Espanha no mês de Março, mas acredito que a temperatura seja semelhante a de Novembro, já que são meses de transição “calor-frio”.
      Eu levaria bons casacos. No meu caso, passei um frio (tolerável) em Granada e Córdoba. Já Sevilha estava mais ameno, embora tenha precisado de casaco no começo do dia e no final da tarde.
      Que a sua viagem seja tão especial quanto foi a minha!
      Abs

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