Roteiro de Visita a Alhambra: Dicas Para Se Programar e O Que Ver Por Lá

Palácios árabes e edifícios renascentistas cercados por muralha e torres medievais. Veja como se programar para visitar uma das atrações mais procuradas da Espanha e confira suas belezas.

La Alhambra

La Alhambra

Quando decidi visitar a Espanha, antes mesmo de começar a fazer o roteiro já tinha 3 certezas em mente: eu iria visitar Barcelona, iria visitar Madri e dar um jeito de visitar Alhambra.

Sempre me encantaram aquelas imagens da arquitetura estilo árabe dos palácios do complexo, parecendo mais saído de um cenário de “Mil e Uma Noites”. Não via a hora de um dia conhecer tudo de perto.

E não me decepcionei: a visita de Alhambra foi uma das mais especiais que fiz nessa viagem e ocorreu em março de 2017.

O complexo é enorme e exige 1 dia inteiro de passeio. Muita gente acaba visitando como uma espécie de “bate-volta” de alguma outra cidade espanhola – o que é viável. Mas o ideal mesmo é ficar sediado em Granada, para poder fazer tudo com mais calma, sem se preocupar em ter que voltar pra outra cidade depois.

Nesse post, trago um guia cheio de dicas e impressões baseadas no que vi em Alhambra (com atualizações), assim como uma lista das principais atrações a serem vistas por lá (e alguns relatos sobre elas).

Dessa forma, você poderá saber como fazer a programação para essa visita, que requer todo um esquema para acontecer. Não se preocupe: é super fácil.

Mas antes, vamos a uma breve introdução sobre Alhambra, para que você possa entender melhor e enriquecer o seu passeio.

Sobre Alhambra

Não se sabe ao certo quando ela foi construída, mas nos seus primórdios, Alhambra era apenas uma fortaleza militar estrategicamente situada no alto de uma colina e rodeada por um bosque. Acredita-se que ela teria sido erguida a partir de uma antiga fortificação romana ou visigótica.

Outra controvérsia é quanto à origem do nome. Dentre várias, a teoria mais aceita é de que derivaria da palavra árabe Al-Hamra (a Vermelha), graças ao aspecto terroso das paredes, torres e muralhas do complexo.

Maquete da evolução de Alhambra

Maquete da evolução de Alhambra

Aliás, até aí teve discussão. Dizem que “a vermelha” foi na verdade uma homenagem ao sultão que fundou o complexo palaciano, já que ele era ruivo e conhecido como “o Vermelho”.

Por falar nos sultões, a ocupação pelos Muçulmanos da dinastia Nasrida (ou Nazarí, como é dito em espanhol) ocorreu por volta do século 13, quando decidiram se instalar nesta fortaleza e mandaram construir o 1º Palácio Real do local.

A construção foi se expandindo ao longo dos séculos, fazendo com que Alhambra ficasse dividida em 2 zonas principais: a “cidade fortificada” (onde ficava a Guarda Real) e a “cidade palatina” (onde ficavam a Medina e os Palácios Reais).

Em 1492 o casal de monarcas Isabel de Castela e Fernando de Aragão – conhecidos como Reis Católicos – tomaram a cidade de Granada das mãos dos Muçulmanos e fizeram de Alhambra o seu Palácio Real.

Reis Católicos recebendo a chave de Granada e Alhambra do Rei Nasrida

Reis Católicos recebendo a chave de Granada e Alhambra do Rei Nasrida

Essa passagem foi um marco na história espanhola, pois Granada (e consequentemente Alhambra) era a última cidade ainda ocupada pelos árabes na Península Ibérica.

A partir daí, algumas modificações começaram a ser feitas no complexo. Incialmente foram apagadas pinturas de algumas paredes, colocado cal em esculturas inacabadas e destruído grande parte dos móveis do palácio.

O Imperador Carlos V (neto dos Reis Católicos), com intenção de instalar sua Corte em Alhambra, decidiu construir um imenso palácio renascentista em 1527, escolhendo situá-lo bem no centro do complexo, anexo aos Palácios Nasridas.

A depredação continuou nos séculos seguintes, com um dos auges na época de Napoleão Bonaparte, que ordenou que o seu exército destruísse parte do complexo.

O que sobrou hoje são 3 dos antigos Palácios Nasridas, algumas fundações do antigo QG da Guarda Real e das residências do local, bem como as torres e a muralha de Alhambra. E os acréscimos católicos, é claro.

Hoje, Alhambra é um dos lugares mais visitados da Espanha (e do mundo) e é considerado Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1984.

E por pouco não foi eleita como uma das 7 maravilhas do mundo moderno (chegou a ser candidata, mas acabou perdendo).

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Dicas sobre a visita à Alhambra: tudo o que você precisa saber para fazer sua programação

Quando começamos a pesquisar sobre esse passeio, vemos que existe todo um esquema a ser programado, com hora marcada pra entrar em atração (sem tolerância de atraso), imprimir ingresso lá na hora, problemas na compra online e por aí vai.

Eu fiquei cheia de dúvidas no início, pois me pareceu ser um processo meio complicado de programar. Mas depois que fiz a visita, percebi que o esquema é muito, muito simples.

E imaginando que isso também esteja acontecendo aí com você, trago as dicas abaixo que considero de suma importância para que sua programação de visita seja feita da melhor forma possível.

Vamos a elas...

Dica Principal: Para programar e GARANTIR a visita à Alhambra, compre o seu ingresso pela internet!

Ele até poderia ser comprado lá na hora, mas há um número limite de pessoas que pode estar lá dentro. Portanto, se não comprar com antecedência, corre-se o risco de não achar ingressos disponíveis no dia da sua visita e acabar NÃO entrando em Alhambra.

Além do mais, há a questão dos Palácios Nasridas – o ponto alto desse passeio: a visita a eles só pode ser feita mediante agendamento.

Já pensou deixar pra ver isso lá na hora? Dada a imensa procura, muito provavelmente não terá vaga para visitá-los. E se tiver, certamente será algum horário ruim, que ninguém quis. Não corra esse risco!

Dica 1: Uma coisa importante que você precisa saber é que a única atração com hora marcada é a dos Palácios Nasridas, ou seja, todo o restante do complexo possui visita livre de horário (sem agendamentos).

Portanto, horário de visita que você tem que escolher quando faz a compra do ingresso online é, na verdade, aquele que será para entrar nos Palácios Nasridas (ou Nazaríes) – e NÃO o da entrada do complexo.

Eu preferi agendar minha entrada nos Palácios para o primeiro horário, pois quis ficar logo livre desse "compromisso" e depois passear tranquila pelo restante do complexo, sem precisar ficar tomando conta do relógio.

E ao contrário do que me falaram, a multidão de turistas não me atrapalhou em nada na visita. Lógico que tinham momentos que juntava um grupo, mas no geral foi bem tranquilo. E olha que era um domingo!

Dica 2: Fique sempre de olho no site oficial de Alhambra e compre o seu ingresso online assim que liberarem os horários de marcação para o dia do seu passeio. Ele costuma acontecer com uns 3 meses de antecedência.

Digo isso porque eu pretendia fazer a visita do primeiro horário (09:00), mas já estavam esgotadas as vagas para ele! E isso porque fui numa época de baixa temporada e fiz a compra uns dias depois de abrir a agenda para o período que eu queria.

Mesmo assim, consegui agendar pro 2º horário (09:30) e pasme: eram os últimos ingressos pra ele. E isso porque eles liberam 300 entradas para cada 30 minutos!

Dica 3: Como “missa se espera dentro da igreja”, o que aconselho é chegar uns 15 minutos antes do horário marcado e ficar ali plantado(a) na fila da entrada, esperando até que o funcionário chame o seu grupo e libere o acesso.

Uma vez lá dentro, não há um tempo pré-definido pra fazer a visita. Em outras palavras, você pode ficar o tempo que quiser visitando os Palácios Nasridas.

Dica 4: Essa dica é fresquinha!!! Segundo o site Alhambra-Patronato, desde 01 de outubro de 2017 a administração de Alhambra mudou o esquema de aquisição de ingressos. E ficou mais fácil!

Antes era assim: fazíamos a compra online e depois recebíamos um voucher por e-mail, que continha um código numérico. No dia da visita, tínhamos que ir até umas máquinas do pavilhão de entrada, digitar esse código, introduzir o cartão de crédito (o mesmo usado na compra) e só aí imprimir os tickets.

Agora é assim: você faz a compra online normalmente (marcando dia da visita e hora para entrar nos Palácios Nasridas) e recebe o ingresso já pronto por e-mail. Ele será nominal e deverá conter o número do seu passaporte. Basta imprimi-lo e apresentar lá na entrada, junto com o seu passaporte.

O site informa, também, que esse novo esquema ainda está em fase de adaptação e deverá ser implementado totalmente a partir de 1º de janeiro de 2018.

Achei bem mais simples e prático esse novo esquema. O anterior era meio tenso, na minha opinião, porque tínhamos que apresentar lá nas máquinas o mesmo cartão de crédito que fizemos a compra online. Quem fez como eu e comprou com 3 meses de antecedência, ficou com receio de extraviar o cartão nesse período (a Lei de Murphy costuma ser implacável nessas ocasiões...).

Além do mais, li que algumas pessoas andaram tendo uma série de problemas na compra online pelo site da Ticketmaster, que até então era o vendedor oficial dos ingressos para Alhambra. Eu dei sorte e não tive qualquer problema, mas pelo que andei lendo, isso se tornou muito comum nos últimos meses.

E a boa notícia: eles também não utilizam mais o Ticketmaster. A venda de ingressos está sendo feitas pelo site do Alhambra-Patronato.

Dica de programação para visitar Alhambra e os Palácios Nasridas (ou Nazaríes)

Cada um tem um gosto e estilo próprios para escolher como fazer essa visita, mas vou relatar como foi a minha para quem quiser uma sugestão de programação. Especialmente se quiser visitar os Palácios Nasridas logo de manhã, como eu fiz.

Como citei acima, minha visita estava agendada para as 09:30. Portanto, fiz assim:

07:50 – Peguei o ônibus (linha C3) que sai da Plaza Isabel la Católica (em Granada) e segue em direção à Alhambra.

08:10 – Cheguei na entrada principal do complexo (onde tem a bilheteria).

► Me dirigi logo para as máquinas da entrada para emitir o meu ingresso - o que NÃO precisa mais fazer atualmente

08:30 – Entrei no complexo de Alhambra no horário de abertura e fui dar uma volta pela área comum do complexo, fazendo uma visitinha rápida ao pátio interno do Palácio de Carlos V (mas sem entrar nos museus).

09:15 – Me dirigi para a fila da entrada para os Palácios Nasridas (que começa a se formar ao lado do Patio de Machuca e coladinho ao Palácio de Carlos V).

09:30 (em ponto) – O fiscal liberou o acesso para que eu e as pessoas programadas para esse horário pudessemos entrar.

Pavilhão de Entrada de Alhambra

Pavilhão de Entrada de Alhambra

A hora da entrada é super respeitada e não são tolerados atrasos.

A minha visita aos Palácios Nasridas durou cerca de 2 horas. E acredite: foi sem perceber! A gente fica tão encantado com tanta beleza e riqueza de detalhes que a hora passa voando. Impossível não apreciar e parar pra tirar milhares de fotos de cada cantinho.

Depois fiquei livre pra visitar o restante do complexo e o Generalife.

Como chegar em Alhambra?

Há várias maneiras de chegar à colina onde está situado o complexo de Alhambra:

ÔNIBUS: Há 2 linhas que passam pela entrada de Alhambra. A que faz a rota mais curta é a linha C3 que sai da Plaza Isabel la Catolica (em Granada) e segue até a entrada do complexo (e vice-versa). Como você pode ver no relato acima, o trajeto de ida levou cerca de 20 minutos.

A outra opção é a linha C4 que também sai da Plaza Isabel la Catolica, mas dá uma volta maior até passar pela entrada de Alhambra.

A passagem para esses ônibus é comprada com o próprio motorista e custa € 1,40 (preço de outubro de 2017).

Para fazer sua programação, confira os horários de saída do ônibus através deste site que traz informações sobre o transporte público de Granada. Me baseei por ele e deu super certo.

Caso esteja hospedado(a) longe da Plaza Isabel la Catolica, você também pode planejar a sua rota de transporte público até essa praça (ou até Alhambra).

A PÉ: Quem é adepto a uma boa caminhada, também pode subir a pé até Alhambra (ou descer, se preferir). Há várias opções de caminhos, mas ATENÇÃO – costumam ser subidas íngremes e com aproximadamente 1 km de percurso.

Particularmente, nem cogitei essa possibilidade. Não só por sedentarismo, mas também porque eu quis poupar minhas pernas para passear por todo o complexo (que é grande) e subir em algumas torres. Além do mais, andar em bosque era a última coisa que eu queria fazer. Se há outras alternativas, porque iria a pé?

Mas como cada um tem uma preferência, há 3 acessos: 1) Sair da Plaza Nueva e subir a Cuesta Gomérez; 2) Sair da Plaza del Realejo e subir a Cuesta del Realejo; 3) Sair do Paseo de los Tristes e subir a Cuesta de los Chinos.

CARRO: Uma opção mais procurada por quem estiver vindo de outra cidade. Há um estacionamento situado atrás do pavilhão de entrada (ou pabellón de acesso) e custa € 1,70 por hora (preço de outubro de 2017).

Alugar um carro pode ser uma ótima opção

A melhor forma de explorar um novo destino, com liberdade total, é alugando um carro. Em muitos casos você poderá economizar, evitando despesas com translados e deslocamentos em geral. Será que vale a pena? Faça uma cotação online na RentCars e encontre as menores tarifas entre as principais locadoras. Você tem a vantagem de poder pagar em reais, sem IOF, e ainda parcelar no cartão.

O que ver e fazer em Alhambra?

Muita coisa!

Há vários pontos de interesse nessa visita e trarei aqui algumas breves explicações sobre eles, pois não há muitas placas informativas por lá que possam tornar seu passeio mais rico.

Eles oferecem, no máximo, um folheto com mapa que traz alguns poucos dizeres (em português) que tentam te guiar nesse passeio.

Existe também um serviço de audioguia – pago a parte e que NÃO tem a opção do português.

DICA: Se você consegue ler (e ouvir) em inglês, há um ótimo aplicativo gratuito de celular chamado “Guia Alhambra Granavision” que traz todo o itinerário de visita, com muitas explicações e curiosidades para que você possa usar de guia. Pra quem entende um pouco do idioma, é uma ótima sugestão. Disponível na AppStore e no Google Play.

Dito isso, vamos aos destaques desta visita...

1 – A entrada: Calle Real de Alhambra e a Medina

Logo depois que passamos o portão de entrada, chegamos a uma alameda chamada Calle Real de Alhambra, que segue por um belo jardim onde encontramos as fundações de alguns edifícios antigos que existiram ali.

Trata-se da antiga Medina de Alhambra, ou seja, a pequena cidade que existia lá em cima, onde ficavam as casas dos nobres, dos altos funcionários e serviçais do palácio, banhos públicos, escolas, mesquitas, oficinas e etc.

Ele se estende por toda essa área de entrada do complexo e não há mais nenhuma construção de pé graças às depredações ao longo dos séculos.

Início da Calle Real de Alhambra

Início da Calle Real de Alhambra

Fundações das casas da Medina de Alhambra

Fundações das casas da Medina de Alhambra

Não deixe de notar a muralha sul que cerca Alhambra, bem como a Puerta de Siete Suelos bem ao estilo árabe (naquele formato de “buraco de fechadura” característico).

DICA: Você sabia que pode ficar hospedado(a) dentro de Alhambra? Já pensou dormir e acordar na antiga fortaleza árabe de Granada e ainda estar a poucos passos de uma visita pra lá de especial?

2 opções por lá:

• O Hotel América1 estrela, simples e bem bonitinho (nota 8,2 – “Muito Bom” no Booking);

• O Hotel Parador de Granada4 estrelas e mais sofisticado (nota 8,6 – “Fabuloso” no Booking).

2 – Baño de la Mezquita e a Igreja Santa Maria la Alhambra

Baño de la Mezquita

Baño de la Mezquita

Os jardins da entrada ficam pra trás e a Calle Real de Alhambra segue para o centro do complexo.

Assim que passei pelo portão de acesso a ele (onde tive que apresentar o ingresso pro fiscal), logo mais a frente e à minha direita, me deparei com os vestígios de um dos antigos banhos públicos árabes que pertencia a uma Mesquita que existiu ali.

Achei meio acabadinho, mas dá pra ter uma noção de como era um estabelecimento desse tipo nas épocas áureas (é bem parecido com os banhos romanos).

Igreja Santa Maria la Alhambra

Igreja Santa Maria la Alhambra

Note as claraboias de estrelas características desses tipos de construção. Dizem que era uma espécie de sauna.

Logo ao lado está a Igreja Santa Maria la Alhambra, uma adição do século 16 pós-Reconquista pelos Católicos, ela está erguida onde um dia existiu a principal Mesquita de Alhambra.

Não pude visitar o seu interior porque estava fechada. Mas dizem que é bem simples por dentro.

3 – Palácio de Carlos V

Imponente, o palácio construído no centro do complexo a mando do Imperador Carlos V destoa totalmente dos edifícios de Alhambra.

Mas nem por isso deixa de ser uma visita interessante. Datado do século 16 e em formato quadrangular, ele foi criado por um arquiteto italiano discípulo de Michelangelo, que projetou um edifício em estilo renascentista.

Não deixe de notar, na fachada externa, a presença dos aros que imitam os suportes de amarrar os cavalos, decorados com cabeça de leão e de águas (os animais que representam o Império de Carlos V).

Palácio de Carlos V

Palácio de Carlos V

Aros para cavalos leva os símbolos do Império de Carlos V

Aros para cavalos leva os símbolos do Império de Carlos V

No interior, encontramos um enorme pátio central de 2 andares, redondo e cercado por colunas.

Dizem que a acústica dele é excelente e, por isso, ocorrem por lá alguns concertos musicais nos meses de verão.

Reza a lenda que Carlos V tinha intenção de instalar sua Corte em Alhambra, para poder desfrutar das maravilhas do lugar. E não só escolheu erguer seu palácio bem no centro do complexo, como ainda tentou uni-lo aos Palácios Nasridas que estão ao lado – razão pela qual suas fachadas norte e leste estarem incompletas.

Aliás, o palácio começou a ser construído em 1527, mas a obra foi abandonada anos depois (seus descendentes já tinham a Corte bem instalada em Madri e não se interessaram por Alhambra).

O pátio interno do Palácio de Carlos V

O pátio interno do Palácio de Carlos V

Colunas do pátio interno do Palácio de Carlos V

Colunas do pátio interno do Palácio de Carlos V

E assim ficou até o final do século 20, quando o governo resolveu tocar a obra até tornar o palácio “entrável”, instalando ali um Museu de Artes no piso superior e o Museu de Alhambra no térreo.

Infelizmente acabei apenas dando uma volta no entorno do pátio central e não visitei os museus, porque precisei encurtar minha visita à Alhambra nesse dia (expliquei o motivo no post sobre o meu Roteiro de 2 dias em GranadaEM BREVE). Mas confesso que gostaria de ter explorado esse museu do térreo, que traz muitas curiosidades e achados do complexo.

4 – Alcazaba

É a “proa” de Alhambra e também a parte mais antiga.

Ele foi construído sobre uma antiga fortificação (provavelmente pós-romana) e desde sempre funcionou como um quartel – lá viviam os soldados e também era onde o arsenal de batalha ficava guardado.

A entrada se dá pela Plaza de los Aljibes, logo abaixo da Torre de la Quebrada, uma das que faziam parte da antiga fortaleza. Logo ao lado dela vemos a Torre del Homenaje e uma bem menor e redonda, a Torre del Cubo, construída após a Reconquista pelos Católicos – e onde é possível subir.

Do alto dela podemos ter uma vista incrível de Alhambra, dos bairros Albaicín e Sacromonte e também do centro histórico de Granada (com a Catedral se destacando no meio da cidade).

Torre de la Quebrada (esq) e Torre del Homenaje (dir)

Torre de la Quebrada (esq) e Torre del Homenaje (dir)

Torre del Homenaje e Torre del Cubo

Torre del Homenaje e Torre del Cubo

Vista incrível pro Albaicín

Vista incrível pro Albaicín

Tem vista também pros Palácios Nasridas e de Carlos V

Tem vista também pros Palácios Nasridas e de Carlos V

Continuando pra dentro do Alcazaba, nos deparamos com a Plaza de las Armas, onde encontramos as fundações das antigas edificações militares que um dia existiram ali.

Deste ponto, conseguimos acessar também a Torre de las Armas, que está na face norte do complexo. E assim como a Torre del Cubo, oferece uma vista incrível pro Albaicín e pro centro histórico de Granada.

Alcazaba

Alcazaba

Torre de las Armas e Torre de la Vela

Torre de las Armas e Torre de la Vela

5 – Torre de la Vela

Trocadilhos a parte, o ponto alto da visita ao Alcazaba é a Torre de la Vela. Com 27 metros, é a mais alta do complexo.

Encarei a subida (uns bons lances de escadas, com alguns degraus bem altos) e, como boa sedentária, cheguei lá em cima com a língua no chão.

Mas valeu a pena o esforço, porque ela oferece uma vista incrível em 360º, onde dá pra ver todo o Alcazaba e um panorama completo de Granada. Dá até mesmo pra ver a Sierra Nevada.

Escada da Torre de la Vela

Escada da Torre de la Vela

Alguns degraus são um pouco altos

Alguns degraus são um pouco altos

No topo da Torre de la Vela

No topo da Torre de la Vela

Vista de Granada da T. de la Vela. Note a Catedral no centro

Vista de Granada da T. de la Vela. Note a Catedral no centro

6 – Palácios Nasridas (ou Nazaríes)

O ponto alto da visita à Alhambra. A grande beleza do complexo.

Trata-se do conjunto de palácios reais erguidos a mando dos antigos sultões da dinastia Nasrida (ou Nazarí, como é conhecido na Espanha) que governou Granada por séculos.

Era um complexo maior do que encontramos hoje, pois infelizmente, alguns foram destruídos. Mas sobreviveram os 3 belíssimos palácios principais, todos datados do século 14: o Mexuar, o de Comares e o dos Leões.

A linda arquitetura dos Palácios Nasridas (ou Nazarí)

A linda arquitetura dos Palácios Nasridas (ou Nazarí)

Gente... Não há adjetivos (e nem fotos) que consigam descrever com exatidão o que são esses palácios. Dizer que é lindo, espetacular, fabuloso, encantador, maravilhoso, é ainda muito pouco para defini-los. Só vendo de perto pra ter uma noção...

Além do bom gosto dos pátios internos, destacam-se a arquitetura em estilo islâmico dos recintos. É um festival de entalhes rendilhados com padrão em arabesco e figuras geométricas, de deixar qualquer um embasbacado com a riqueza de detalhes e a precisão dos traços.

E tem fachada ali que chega ao ponto de não ter um buraquinho vazio sem algum rendilhado ou figura. É incrivelmente lindo.

De um modo geral, as paredes mantém um padrão característico: a metade inferior possui azulejos multicoloridos e a metade superior, entalhes em arabescos – ambos separados por um friso cheio de inscrições em árabe.

Uma curiosidade é que alguns desses entalhes tinham partes coloridas – hoje já desbotados pelo tempo. Se o troço já é espetacular mesmo estando sem cor, imagina o contrário? Devia ser deslumbrante!

Paredes com friso em árabe entre azulejos e arabescos

Paredes com friso em árabe entre azulejos e arabescos

Algumas paredes parecem uma renda

Algumas paredes parecem uma renda

Padrões geométricos nos entalhes e nos azulejos

Padrões geométricos nos entalhes e nos azulejos

Inscrições em árabe estão por toda parte

Inscrições em árabe estão por toda parte

Eu pude ter uma noção de como deviam ser quando visitei o Alcázar de Sevilha, onde há entalhes em estilo árabe semelhantes ao que encontramos em Alhambra. Só que lá temos algumas paredes que ainda preservam parte das antigas cores.

Mesmo desbotado, ainda assim formam um conjunto de encher os olhos, ao fazer o contraste entre a parte superior descolorida e a parte inferior muito colorida. É lindo do mesmo jeito.

Os tetos dos recintos não ficam atrás. É cada um mais bonito que o outro.

Algumas salas contam com tetos de madeira cheios de entalhes em formato de estrelas douradas (os “7 céus” cultuados pela cultura islâmica) e outras possuem um teto formado por uma espécie de estalactites decoradas conhecidas como moçárabes – que estão colocadas de um jeito que formam figuras, dando muitas vezes um aspecto meio 3D ao teto (algo revolucionário, se pensarmos que foi feito no século 14...).

Teto de madeira da Sala dos Embaixadores

Teto de madeira da Sala dos Embaixadores

Teto de Moçarabes em Alhambra ainda com restos da pintura

Teto de Moçarabes em Alhambra ainda com restos da pintura

Inclusive, alguns desses moçárabes ainda preservam parte da antiga tinta azul que o decorava. Deixei minha imaginação voar lá na hora pra tentar visualizar quão belo deveria ser em épocas áureas. E ao procurar saber mais sobre isso na internet, achei uma imagem que me mostrou que ele devia de ser realmente maravilhoso – veja só aqui.

Eu estava louca pra ver de perto todas essas maravilhas da arte mudéjar (um estilo árabe que é típico da Península Ibérica) e não me decepcionei. É muito mais lindo e deslumbrante do que eu imaginava.

A visita segue um roteiro pré-determinado e basta ir sempre em frente, seguindo a horda de turistas – que geralmente estão boquiabertos com tanta beleza (assim como nós).

O passeio começa pelo Mexuar, onde ficava uma espécie de “Sala do Tribunal” em que o sultão e seu Conselho de Ministros se reuniam para discutir as questões jurídicas. Nele se destacam o Oratório do fundo da sala principal (cheio de detalhes mudéjares e que oferece uma vista linda pro Albaicín) e o Cuarto Dorado, que fica no pátio interno e onde vemos um festival de entalhes em arabescos nas paredes.

Teto estrelado e entalhes na parede do Mexuar

Teto estrelado e entalhes na parede do Mexuar

Vista do Albaicín a partir do Oratório do Mexuar

Vista do Albaicín a partir do Oratório do Mexuar

Em seguida, somos direcionados para o Pátio de Arrayanes, que traz uma das imagens mais conhecidas dos Palácios Nasridas – aquele lago comprido cercado por murtas que reflete os 2 salões em extremidades opostas, assim como também a Torre de Comares – que é a principal do complexo palaciano que leva o mesmo nome.

Indo em direção da torre, nos deparamos com um portal com arco de moçárabes que nos leva à Sala da Barca, que é a antecâmara da sala interior, situada dentro da torre propriamente dita: a magnífica Sala dos Embaixadores.

Não deixe de reparar nessa salão principal o belíssimo teto de cedro, todo decorado com estrelas douradas. Ele representa o Universo e os 7 Céus da cultura muçulmana (veja a foto mais acima).

Patio de Arrayanes

Patio de Arrayanes

Torre de Comares

Torre de Comares

Arco de entrada feito de Moçarabes

Arco de entrada feito de Moçarabes

Sala dos Embaixadores

Sala dos Embaixadores

CURIOSIDADE: Reza a lenda que a Sala dos Embaixadores tinha uma espécie de penumbra, formada com ajuda da luz que passava pelas treliças das janelas que rodeiam o recinto. Isso deixava o sultão um tanto invisível para os súditos que estivessem vindo do Pátio de Arrayanes – pois eles chegavam com a vista ofuscada pela claridade de lá de fora. Com esse truque, o sultão era ouvido, mas não visto.

Pátio dos Leões

Pátio dos Leões

A próxima visita é o famoso Pátio dos Leões, que fica no centro do palácio vizinho de mesmo nome. Ele era o Harém do sultão de Granada, ou seja, era sua residência privada e de suas esposas.

Infelizmente, esse local estava parcialmente em obras, o que atrapalhou um pouco as fotos. Tive que buscar alguns ângulos meio estranhos para que não aparecessem os andaimes e tapumes.

Destaco os 3 recintos que se abrem para esse pátio – cujo nome se deve a sua fonte central, rodeada por 12 leões de mármore:

• O Quarto de Abencerrajes, onde dormia o sultão. Possui paredes com entalhes geométricos (ainda com restos da pintura original) e azulejos multicoloridos. O destaque é o belíssimo teto em formato de estrela, cujo visual rebuscado é abrilhantado pelo conjunto de moçárabes e pela luz do dia entrando pelas janelas com treliças.

• O Salão dos Reis, onde se acredita que ocorriam festas privadas do sultão. Possui 3 espaços, tendo cada um deles pinturas nas abóbodas. Na do centro, há uma representação de 10 reis muçulmanos de Granada. Reza a lenda que os Reis Católicos rezaram uma missa ali após a Reconquista.

• O Quarto das Duas Irmãs, onde ficavam as esposas do sultão. É, disparado, o recinto mais bonito dessa ala, não só por conta das paredes amplamente entalhadas e azulejos coloridos, mas principalmente por conta a espetacular cúpula de moçárabes formando o desenho de uma suntuosa flor. Ou seria uma estrela de muitas pontas?

Quarto de Abencerrajes

Quarto de Abencerrajes

Quarto das Duas Irmãs

Quarto das Duas Irmãs

Salão dos Reis

Salão dos Reis

Detalhes do teto do Salão dos Reis

Detalhes do teto do Salão dos Reis

Não deixe de notar, nos fundos desse recinto, o belo Quarto dos Ajimeces – que também se chamava “Mirante de Lindajara”, pois oferecia uma excelente vista pro Albaicín (“Lindajara” deriva do árabe Lin-dar-Aixa, que significa “casa da sultana”).

No entanto, notamos hoje em dia que essas janelas não dão mais vista para o pitoresco bairro de Granada, mas sim para um ajardinado pátio interno rodeado pelos Quartos do Imperador.

Essa é uma adição feita no século 16 a mando do Imperador Carlos V, que ficou hospedado ali enquanto o seu palácio renascentista (aquele que está no centro de Alhambra) era construído.

A visita a essa ala é apenas para conhecermos os 2 pátios internos dele – o Pátio de Lindajara e o pequeno Pátio de la Reja – assim como também a agradável varanda, que possui 2 andares e oferece uma vista pro Albaicín.

Não deixe de notar, logo abaixo, o Paseo de los Tristes e o Rio Darro.

Patio de Lindajara

Patio de Lindajara

A varanda está virada pro pro Albaicín

A varanda está virada pro pro Albaicín

Ainda nessa ala, conseguimos acessar parte dos antigos Banhos Privados do palácio, onde os sultões se lavavam (o banho era uma obrigação religiosa para um muçulmano).

O passeio pelos Palácios Nasridas termina no Partal, onde encontramos belos e agradáveis jardins. Eles hoje ocupam o local onde antigamente ficava o Palácio de Yusuf III, em que viviam os nobres da Corte dos Reis Nasridas.

Só 1 recinto dele sobreviveu aos dias de hoje: o Palácio da Rainha, que fica perto da muralha de Alhambra e possui um espelho d’água em frente.

Banhos do Palácio Nasrida

Banhos do Palácio Nasrida

Partal e o Palácio da Rainha

Partal e o Palácio da Rainha

Internet no celular durante a viagem

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7 – Passeio das Torres

Dirigindo-se para a saída, logo que passa o Partal, nos deparamos com uma bonita avenida ajardinada que ladeia a muralha norte de Alhambra e nos apresenta algumas torres com significados interessantes.

A primeira que encontramos é a Torre de los Picos, que tem esse nome graças ao formato de seu topo. Ela era utilizada como defesa da entrada que vinha do Generalife.

Torre da Cautiva (esq) e Torre de las Infantas (dir)

Torre da Cautiva (esq) e Torre de las Infantas (dir)

A seguinte é a Torre de la Cautiva, que tem esse nome por causa de uma história que teria ocorrido ali no século 15.

Uma jovem católica tinha sido sequestrada pela Guarda Real Muçulmana e foi aprisionada nesta torre. Daí o Rei Nasrida da época resolveu ir até lá para ver quem era a prisioneira e acabou se apaixonando perdidamente por ela. Resultado: a moça foi solta, se converteu ao Islã e casou-se com o sultão. E ainda por cima, virou a esposa preferida dele, provocando a ira das outras.

A próxima é a Torre de las Infantas, que tem uma sala interior em estilo mudéjar. O nome se deve ao fato de que ela serviu de cenário para os "Contos de Alhambra" de Washington Irwing, que traz a história de 3 princesas: Zaida, Zoraida e Zorahaida.

A última é já na saída de Alhambra: a Torre del Agua. Leva esse nome porque ficava ao lado de um antigo aqueduto que ligava Alhambra e o Generalife.

8 – Generalife

Generalife

Generalife

Bem antigo, foi construído pelos primeiros Reis Nasridas no século 13, com acréscimos e modificações sendo feitas no século seguinte – ao qual sobreviveram e chegaram aos dias de hoje.

A origem do nome é controversa, mas a teoria mais aceita é que deriva do árabe Yannat al-Arif que significa “Jardim do Arquiteto” – uma clara alusão a Deus, o grande arquiteto do Universo.

REPAROU NUM DETALHE? Se a expressão Yannat al-Arif teria gerado nome atual, então vemos que “Generalife” se pronuncia exatamente como se lê (e não “generalaife” como muita gente imagina).

O local é dividido em 2 partes:

• O Jardim do Generalife, formado por 2 adições feitas no século 20 – o Auditório (construído nos anos 50) que traz concertos musicais noturnos nos meses de verão e os Jardins Novos (construído nos anos 30), que contam com fontes e canteiros de ciprestes.

Auditório do Generalife

Auditório do Generalife

Jardins Novos do Generalife

Jardins Novos do Generalife

• O Palácio do Generalife, formado por um conjunto de palacetes e jardins internos bem ao estilo dos que vemos nos Palácios Nasridas de Alhambra.

Muitos destaques são apontados nessa visita, como o Pátio de Acéquia, com um estreito canal ladeado por canteiros e chafarizes e uma galeria lateral cheia de detalhes mudéjares que nos permite ter uma visão panorâmica de Alhambra.

Em cada extremo do pátio vemos um salão: os aposentos do sultão (ao norte) e o Harém (ao sul).

Outro destaque é o Pátio da Sultana, menor que o anterior, mas muito agradável e cheio de acréscimos da época dos Católicos.

CURIOSIDADE: Quando visitar esse pátio você verá um tronco de árvore quebrado no local, escorado por um aro de metal. Ele remete a uma lenda que diz que, certa vez, um dos sultões de Alhambra teria flagrado sua esposa favorita aos beijos com um cavaleiro embaixo de um cipreste neste pátio. Que fim levou os pombinhos ninguém sabe, mas o resto do tronco do cipreste que os abrigou seria esse aí em exposição nos dias de hoje.

Patio de Acéquia

Patio de Acéquia

Pátio da Sultana

Pátio da Sultana

Mirante Mudéjar no Patio de Acéquia

Mirante Mudéjar no Patio de Acéquia

Vista para Alhambra a partir do Generalife

Vista para Alhambra a partir do Generalife

Também são destaques desta visita a Escada da Água (que tinha função de escada e canal ao mesmo tempo), o Mirante Romântico (um acréscimo do século 19, provavelmente construído sobre um antigo oratório muçulmano) e os Jardins Altos, que oferecem uma vista aérea incrível dos 2 pátios do Palácio do Generalife e também de Alhambra.

Dicas Finais sobre a visita a Alhambra

• Prepare-se para passar o dia todo nessa visita. Eu precisei encurtá-la para caber outro passeio nesse mesmo dia e digo com todas as letras: se você separar apenas um "meio período", não vai conseguir conhecer todo o complexo.

• Há banheiros lá dentro, assim como também quiosque e loja de conveniência. Não é necessário sair do complexo para poder comer alguma coisa.

• Há basicamente 2 tipos de bilhetes: o “ALHAMBRA GENERAL” (que inclui todos os monumentos) e o “JARDINES, ALCAZABA e GENERALIFE” (que inclui tudo, MENOS os Palácios Nasridas). Minha DICA é que você adquira o primeiro, já que os palácios são o ponto alto dessa visita.

Você pode visitar Alhambra à noite. O ingresso é separado do que compramos para visitar de dia e há 2 opções: um é a visita noturna aos PALÁCIOS NASRIDAS, o outro é a visita noturna aos JARDINS + GENERALIFE.

• Há ainda um ingresso especial chamado ALHAMBRA EXPERIENCIAS que inclui a visita noturna aos Palácios Nasridas e, na manhã seguinte, a visita ao restante do complexo (Jardins, Alcazaba e Generalife).

• Confiras as informações sobre horários de funcionamento e também os preços dos ingressos disponíveis.

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9 Comentários
  1. ruth.fernandes

    Parabens pelo passeio belissimo que vc nos proporcionou , descrevendo tao bem os pontos turisticos e a historia desta cidadela que é Granada . Suas dicas nos serao valiosas . Pretendemos ir à Andaluzia em novembro. Abraços

    • Fernanda Rangel

      Eu que agradeço o elogio, Ruth! 😀
      A Andaluzia é fantástica! Só visitei 3 cidades da região (Córdoba, Sevilha e Granada), mas voltei de lá com a certeza de que voltarei em outra ocasião para conhecer o restante.
      A mistura de Espanha Medieval com o Árabe a torna uma visita pra lá de especial. Tenho certeza que vc vai adorar.
      Grande abraço.

  2. carolina monteiro.

    fernanda, estou amando seus posts sobre a espanha e eles estão me ajudando muito a montar o meu roteiro pela espanha. muitíssimo obrigada por nos dar informações tão completas e com tanta qualidade

    se você tivesse que escolher somente uma cidade, escolheria sevilla ou granada? confesso que, ao pesquisar sobre as duas cidades, achei as suas atrações meio “repetidas”… fiquei com a impressão de que estaria vendo a mesma coisa (uma cidade espanhola com forte influencia árabe) e estou em dúvida se deveria tirar uma delas do roteiro para, se for o caso, incluir alguma outra atração/ cidade mais diferente.

    você acha que o passeio ao alhambra é muito diferente do real alcázar de sevilla? eles se complementam ou realmente são “a mesma coisa” (bem entre aspas)? a parte histórica das duas cidades também é muito semelhante ou são bem diferentes?

    pelo o que eu li até o momento, fiquei com impressão de que granada é muito mais árabe do que sevilla e que talvez granada fosse um passeio mais “raiz”, enquanto que sevilla é mais “nutella”. também já defini que ficarei 01 dia em toledo e 01 dia em córdoba, cidades que também têm fortes essa influência árabe, por isso o meu medo de ficar fazendo muitos passeios repetitivos.

    enfim, eu sei que tudo isso é muito pessoal, mas eu só queria a opinião de uma pessoa que visitou todas essas cidades. agradeço desde!

    • Fernanda Rangel

      Oi, Carolina!
      Eu que agradeço o elogio!
      Fico muito contente pelos posts estarem lhe sendo úteis.
      Vc me colocou numa “sinuca de bico”… Hahahaha! São 2 cidades encantadoras, que eu não tiraria do roteiro…
      Tanto Granada quanto Sevilha são cidades de origem árabe, assim como toda a região da Andaluzia. Eu as visitei, além de Córdoba, e te juro: apesar de ter encontrado várias influências islâmicas em todas elas, não foi cansativo (ou repetitivo). Eu não tiraria nenhuma das 3 do roteiro. E Toledo, apesar de tb ter algumas coisas árabes, está mais para um passeio medieval. Não incluiria nessa conta.
      Granada foi a cidade que melhor preservou essas origens islâmicas, graças a Alhambra. Mas por outro lado, tem também atrações muito ligadas ao passado medieval da Espanha, já que os lendários Reis Católicos não só estão enterrados lá, como “fizeram história” em Granada. Foram eles que expulsaram os últimos árabes da Península Ibérica. É uma cidade de importância histórica para país.
      E Sevilha… Ah, é maravilhosa! Foi a cidade que mais adorei na Espanha, depois de Madri. Eu brinco que moraria em Madri e passaria os fins de semana em Sevilha. Hehehe…
      Apesar do Alcazar de Sevilha estar mais bem preservado, não chega aos pés aos Palácios Nasridas de Alhambra – que eu achei mais suntuoso, embora menos preservado (é mais antigo tb). Tentando fazer uma comparação, é como se Alhambra fosse o Palácio de Versalhes e o Alcazar de Sevilha fosse um palácio europeu mais recente, inspirado no original francês. Pode até ser mais conservado, mas não será “Versalhes”, entende?
      Espero que eu tenha conseguido te ajudar.
      Abs

      • carolina monteiro.

        fernanda, ajudou sim! muito obrigada pelo esclarecimento. como temos muitos dias disponíveis (21 dias de férias, os quais pretendemos gastá-los conhecendo bem portugal e espanha), vou seguir seu conselho e manter as 03 cidades no roteiro (sevilla, granada e córdoba).

        mais uma vez agradeço pelos seus posts e pela sua gentileza em me responder!

        agora, estou devorando os seus posts sobre barcelona hahaha <3

        • Fernanda Rangel

          Que bom, Carolina! Pq é uma decisão difícil mesmo. Mas como vcs tem bastante dias nessa viagem, então reitero minha dica: vá nas 3 cidades! E encare Toledo como uma visita mais medieval do que mudéjar. 😉
          Espero que o post de Barcelona esteja lhe sendo útil tb. Ele ficou um pouquinho grande, mas coloquei o máximo de cicas que pude para os leitores.
          Abs

        • Denise

          Carol, vou fazer 26 dias entre Espanha e Portugal em agosto! se quiser podemos trocar ideias de roteiros 🙂

  3. Denise

    Fernanda esse foi o post MAIS COMPLETO que eu achei sobre Alhambra! Muitooo obrigada e parabéns!!! estou encantada com o blog e vai me ajudar demais!!!

    estou com uma duvida e queria ver se voce pode me ajudar: terei 2 noites em Granada e achei legal esse lance do passeio noturno, voce sabe me dizer a diferença do ticket General para o Alhambra Experience? já entrei no site para ver as diferenças (se seria apenas do horario), mas achei confuso! se vc puder me dar um help agradeço! beijos

    • Fernanda Rangel

      Oi, Denise!
      Desculpe a demora pela resposta. E obrigada pelo elogio!
      Fico muito contente pelo post estar lhe sendo útil.
      O ingresso “Alhambra Experiencias” consiste numa visita de 2 dias. No 1º, a visita é noturna e é somente aos Palácios Nasridas. No 2º dia (ou dia seguinte), será uma visita diurna pelo restante do complexo (Jardins, Alcazaba e Generalife).
      Já o ingresso “General” consiste no ingresso normal ao complexo de Alhambra, para visitar num único dia.
      Abs

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