Visitando Hampton Court Palace Perto de Londres na Inglaterra

Confira nosso relato de visita ao famoso palácio do Rei Henrique VIII e um dos mais bonitos da Inglaterra, que fica a pouco mais de meia hora do centro de Londres.

Hampton Court Palace

Hampton Court Palace

Em minha viagem à Londres realizada em 2011, fiz dois passeios incríveis ao Castelo de Windsor e também ao Castelo de Warwick que satisfez minha curiosidade em conhecer uma autêntica fortaleza medieval.

Tive a oportunidade de voltar à Inglaterra em Fevereiro de 2014 e não perdi tempo: fui logo procurar algum outro castelo ou palácio que eu pudesse visitar. Afinal, adoro tudo o que é relacionado ao tema.

Como eu tinha assistido uma maratona da série “The Tudors” um pouco antes de fazer essa viagem, então acabei optando por visitar o Hampton Court Palace, que não só tinha relação com o personagem principal do seriado, como também seria uma ótima oportunidade de visitar outro edifício histórico.

E o passeio me surpreendeu tão positivamente, que hoje considero um dos mais bacanas que fiz na Inglaterra.

O complexo é enorme e muito bonito, além de estar bem preservado e decorado. Ele nos dá uma ideia de como viviam os reis ingleses que frequentaram seus cômodos e também traz algumas exposições sobre fatos históricos ligados a alguns deles.

Neste post, trago todas as informações para quem pretende conhecer este belo palácio, com dicas de como fazer para chegar e o que ver por lá – incluindo meus relatos e impressões sobre esta visita.

Como chegar ao Hampton Court Palace?

O palácio fica na ZONA 6 da Grande Londres, na direção sudoeste da capital e às margens do Rio Tamisa.

• A melhor maneira de chegar lá é indo de TREM.

Ele sai da estação ferroviária Waterloo em Londres e a viagem até a estação Hampton Court dura 35 minutos, sem conexões.

ATENÇÃO: Há algumas opções de horários em que é necessário fazer conexão em Surbiton para depois seguir até Hampton Court. Por questões de praticidade, o ideal seria evita-los. Confira todas as opções no site da National Rail.

Quem estiver utilizando o Oyster Card pode ir de trem até Hampton Court com ele, mas precisará fazer um upgrade na tarifa para cobrir a zona 6. Digo isso, porque quem adquire este cartão para circular por Londres, geralmente compra um pacote que cobre viagens pelas zonas 1 e 2 (no máximo a 3). Não se esqueça de carregar uma tarifa para a zona 6 no dia do seu passeio!

A caminhada da estação de trem até Hampton Court Palace é curta. Ela fica praticamente na ponte que cruza o Rio Tamisa e basta atravessá-la para logo mais à frente encontrar o portão de entrada do palácio (mapa).

• Outra maneira boa de chegar até lá é indo de CARRO.

Há um estacionamento atrás da estação de trem e também na entrada do palácio, sendo que este último tem vagas limitadas.

DICA: Caso seja essa a sua escolha, nós aqui do blog indicamos a RentCars que te ajuda a comparar preços de várias locadoras e vários modelos de carro de maneira rápida e segura. O grande diferencial é que você paga o valor em reais, sem IOF, e pode dividir em até 12 parcelas no cartão de crédito ou aproveitar um desconto de 5% no boleto bancário.

Há também a opção de ir de ônibus, mas não indicaria, pois não há linhas diretas vindas de Londres – é preciso pegar um trem até Richmond ou até Kingston e de lá pegar algumas linhas que passam em Hampton Court. Nada prático...

O que ver em Hampton Court Palace?

Como relatei no começo, eu havia visto uma maratona do seriado “The Tudors” antes da viagem, que conta a história de um dos monarcas mais famosos da história: o Rei Henrique VIII.

E qual não foi minha surpresa ao descobrir que havia um palácio na Inglaterra que não só a sua história se confundia com a dele, como também trazia uma exposição relacionada à sua vida.

A História do Hampton Court Palace

A História do Hampton Court Palace

Logo após passar pela grade de entrada do palácio, fui até a bilheteria (o prédio que está logo à nossa esquerda) para adquirir meu ingresso. Lá, já vemos algumas placas que fazem um resumo da história de Hampton Court e mostram o que há pra ver lá dentro.

O Cardeal Thomas Wolsey (braço direito de Henrique VIII) comprou um solar que havia no local em 1514 e ali construiu um palácio. O rei adorava frequentar o lugar e não pensou duas vezes em confiscar a propriedade, quando cortou relações com o sacerdote. Henrique VIII promoveu alguns acréscimos no palácio, que ainda vemos hoje na visita à Hampton Court.

No final do século 17, o casal real Guilherme III e Maria II promoveu uma reforma de ampla escala no palácio, construindo uma ala anexa inteira. Reza a lenda que o projeto era grandioso demais e só parte dele foi concluído, por falta de verbas.

A última renovação veio no século 18, a mando de George II – o último monarca a frequentar Hampton Court com sua família e a Corte.

Depois de sua morte, o palácio ficou praticamente abandonado até 1839, quando a Rainha Vitória promoveu um amplo restauro e abriu para visitação pública.

Mapa de Hampton Court Palace

Mapa de Hampton Court Palace

Essas obras ocorridas em épocas distintas deram a Hampton Court um aspecto arquitetônico bem peculiar: a ala oeste, da época de Henrique VIII (início do século 16) traz uma a decoração e arquitetura estilo Tudor, enquanto que a ala leste, da época da reforma de Guilherme III e Maria II, traz uma arquitetura mais barroca – que era moda no fim do século 17.

A visita ao Hampton Court Palace consiste no passeio por vários aposentos do palácio (incluindo a antiga cozinha), os jardins laterais e parte do imenso jardim dos fundos.

O interior de Hampton Court Palace

O suntuoso palácio possui vários cômodos interessantes a serem visitados.

A. Cozinha do palácio (Henry VIII’s Kitchen)

Assim que passamos pela entrada principal do imponente edifício, nos deparamos com um pátio interno. Logo à esquerda, ficava a primeira atração que visitei no palácio: a antiga cozinha.

Ela é enorme e funcionava a pleno vapor na época de Henrique VIII. Lá vemos os locais onde eles faziam os cortes das carnes, os armazéns de comida, a adega, a sala onde ficava o administrador da cozinha e, é claro, as panelas, caldeirões e fornos utilizados pelo staff.

Outra coisa que achei muito bacana foram os alimentos cenográficos. Por toda a cozinha víamos alguma carne crua de mentirinha, bolinho de mentirinha, sopa de mentirinha, legumes de mentirinha, carne assada de mentirinha... Tudo tão perfeito que dava até vontade de comer. Além do mais, ainda havia um som ambiente imitando o barulho de lenha estalando com o fogo, de sopa fervendo na panela, dentre outros.

Uma ideia simples e bem ilustrativa.

A cozinha de Hampton Court, da época de Henrique VIII. Chamam atenção os utensílios e as comidas cenográficas, tão perfeitas que parecem de verdade.

A cozinha de Hampton Court, da época de Henrique VIII. Chamam atenção os utensílios e as comidas cenográficas, tão perfeitas que parecem de verdade.

B. Aposentos de Henrique VIII (Henry VIII’s Apartments)

Saindo de lá, fui visitar a ala que pertencia ao palácio antigo do século 16, da época de Henrique VIII.

Logo após subir uma escadaria, chegamos ao principal cômodo desta seção: o Great Hall – um enorme salão de jantar onde o rei dava seus lendários banquetes (reza a lenda que eram “festas de arromba”, com muita comida, bebida, dança e etc).

Hoje, vemos um incrível salão em estilo medieval com um suntuoso e bem decorado teto de madeira, tapeçarias nas paredes e um bonito vitral no alto, que traz um desenho de Henrique VIII.

Great Hall

Great Hall

Neste local vemos placas informativas falando sobre as 2 primeiras esposas do monarca: Catarina de Aragão e Ana Bolena.

O rei Henrique VIII ficou famoso graças a sua saga em busca de um herdeiro varão. Ele era casado com a espanhola Catarina de Aragão que só lhe deu uma filha (Maria) e não conseguia mais engravidar. Desiludido, o rei acabou se apaixonando por Ana Bolena e, por ela, rompeu com a Igreja Católica por não ter conseguido anular seu casamento anterior – fundando assim a Igreja Anglicana.

Esse “carnaval” todo não surtiu o efeito esperado. Ana Bolena lhe deu outra filha mulher (Elizabeth) e logo a relação deles esfriou. Acusada de adultério, Ana foi executada na Torre de Londres e o rei logo casou com a dama de companhia dela, Jane Seymour, que finalmente lhe deu um filho homem (Eduardo) e morreu de parto.

O insaciável monarca ainda casou mais 3 vezes: com a espevitada Catherine Howard, depois com a recatada Ana de Cleves e, por fim, com a viúva Kateryn Parr, com quem ficou até falecer. E não teve mais filhos.

Henrique VIII desejava que o herdeiro do trono fosse seu único filho homem e não as filhas mais velhas. De fato isso ocorreu, mas por pouco tempo: Eduardo VI morreu logo na adolescência. Como não tinha herdeiros, sua meia-irmã Maria I assumiu o reinado e ficou famosa pelo apelido de Blood Mary. Como também não deixou herdeiros, foi sucedida pela irmã, a lendária Elizabeth I, que reinou por 45 anos.

Atrás do Great Hall vemos lindíssima sala anexa, com um teto cheio de detalhes geométricos dourados e coloridos vitrais nas janelas. Não deixe de notar um tabuleiro de um jogo antigo chamado Merrills.

Seguindo em frente, entramos num corredor onde há vários painéis pintados, cujo destaque é o retrato de Henrique VIII. Feio e bonachão, ele é uma decepção para quem assistiu “The Tudors”, pois não chega nem perto do sex appeal do ator que o interpreta no seriado.

Painel com a foto mais famosa de Henrique VIII (esq) e o teto dourado da sala anexa ao Great Hall (dir)

Painel com a foto mais famosa de Henrique VIII (esq) e o teto dourado da sala anexa ao Great Hall (dir)

Pensando bem... Ele devia ter algum “borogodó”, pois mesmo com aquela feiura toda, sabe-se bem que costumava “passar o rodo” na época.

Uma situação hilária e interessante me aconteceu nessa ala... Estava eu distraída, olhando o retrato do dito cujo, quando a minha mãe (que estava comigo nessa viagem) cutucou o meu ombro e falou, com a maior naturalidade do mundo: “Fernanda... O Henrique VIII tá vindo aí”.

Pega de surpresa, fiquei uns 3 segundos pensando “Hããnn???” até que virei pra olhar pra ela e me deparei com um ator caracterizado de Henrique VIII se aproximando, de mão dada com uma atriz vestida como uma de suas esposas.

Henrique VIII e a esposa dando o ar da graça em Hampton Court

Henrique VIII e a esposa dando o ar da graça em Hampton Court

Achei uma ideia simples e GENIAL da administração de Hampton Court, pois nada poderia ilustrar melhor essa visita do que colocar um homem parecido com o rei perambulando pelo palácio.

Ele aparece do nada, tira fotos com os visitantes – tipo o Mickey na Disney – e depois vai embora. Daí você continua o passeio e daqui a pouco encontra ele de novo, sentado em outro aposento. É muito legal!

Ainda nessa ala vemos, como destaque, o The Royal Chapel – a antiga capela real do palácio, ondo o rei e a rainha rezavam com alguns membros de sua Corte. Destaco nela o bonito teto.

Numa sala anexa à capela encontramos a réplica da coroa de Henrique VIII (a original foi derretida no meado do século 17, nos anos em que a monarquia foi abolida). Muito bonita.

Por fim, não deixe de dar uma olhada nas placas falando das outras esposas de Henrique VIII e também o painel de família, que traz um retrato que resume bem a vida deste monarca: ele sentado ao lado de Jane Seymour, a esposa predileta que lhe deu o filho homem que ele queria (de pé, abraçado a ele) e as 2 filhas dos casamentos anteriores (Maria e Elizabeth) isoladas nas laterais.

Retrato de família: o filho varão e a esposa preferida no centro, junto ao Rei Henrique VIII, e as filhas isoladas nos cantos

Retrato de família: o filho varão e a esposa preferida no centro, junto ao Rei Henrique VIII, e as filhas isoladas nos cantos

C. Georgian Story

Esta parte do palácio foi construída na época da grande reforma feita no século 17 e era para ser os aposentos da Rainha Maria II (Queen's Appartments). Mas a mesma faleceu antes de vê-los prontos e eles acabaram sendo desfrutados por outra.

No dia da minha visita, esta ala estava fechada, de modo que só pude apreciar a bela escadaria (Queen’s Staircase) com decoração em estilo barroco e belos afrescos nas paredes e no teto.

Até a data da publicação deste post, o site oficial não fala sobre os destaques desta ala do palácio, embora a sinalize no mapa como Georgian Story e com possibilidade de visitação.

O folheto informativo que trouxe da minha visita de 2014 diz que, na primavera daquele ano, iria inaugurar uma exposição sobre os reis George I e II nesta ala, em comemoração aos 300 anos da ascensão da dinastia Hanover ao trono britânico. Talvez ainda esteja ocorrendo atualmente.

OBS: Recentemente, próximo a esta ala, inaugurou também a Cumberland Art Gallery que traz uma exposição de pinturas da coleção real que inclui obras de Rembrandt, van Dyck, Bassano e Gainsborough, dentre outros artistas. Está inclusa no ingresso para visitar o palácio.

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D. Aposentos de Guilherme III (William III’s Apartments)

Nesta parte da visita (a mais bonita, na minha opinião) fazemos um passeio pelos cômodos do palácio “novo” construído a mando de Guilherme III e Maria II no século 17.

Com uma decoração lindamente barroca, os suntuosos aposentos contam com quadros pintados nas paredes, tapeçarias e móveis de época, como mesas, cadeiras, camas de dossel... Tem até o vaso sanitário.

Logo na entrada, levamos um impacto com outra espetacular escadaria, que possui um enorme afresco cobrindo toda a parede ao redor (não há um buraquinho vazio). Lindo demais!

Chamou-me atenção, na Sala da Guarda (Guard Chamber), as armas arrumadas na parede, formando belos desenhos. Uma maneira bem interessante de expô-las.

Os Aposentos de Guilherme III em Hampton Court Palace

Os Aposentos de Guilherme III em Hampton Court Palace

E. Cozinhas de Chocolate (Chocolate Kitchens)

Logo após a visita aos aposentos de Guilherme III, somos levados a outro bonito pátio interno (Fountain Court) que lembra bastante um claustro de igreja.

Fountain Court

Fountain Court

Ao redor dele encontramos uma atração que tinha acabado de inaugurar na época da minha visita: a antiga cozinha onde se produzia chocolate caseiro em Hampton Court. Ela é da época da expansão feita no século 17 e foi mantida nos reinados seguintes, até abandonarem o palácio.

Lá dentro nos é mostrado como era produzida esta iguaria, assim como a exposição dos utensílios utilizados para servir o chocolate aos reis.

CURIOSIDADE: Guilherme III, que era holandês (e casou com Maria II, sucessora do rei inglês), tinha acesso ao cacau produzido nas colônias holandesas (provavelmente do nordeste brasileiro) e os trouxe para Hampton Court com a intenção de produzir um chocolate caseiro – que naquela época, era apenas consumido em forma de bebida (o chocolate sólido veio só no século 19) e era considerada um artigo exótico e de luxo, sendo um produto muito caro até mesmo para aristocracia. Portanto, dá para imaginarmos que ter uma cozinha só pra produzir chocolate era o supra sumo da extravagância na época.

Na saída fiz uma pausa para um lanche no Fountain Court Café, que como o nome diz, fica nas imediações do pátio interno e próximo às cozinhas de chocolate.

DICA: Mesmo que você não esteja com fome, não deixe de dar uma passada neste café e peça a degustação dos chocolates quentes tal como eram produzidos no século 17. Custava em torno de 4 libras, na época da minha visita (fevereiro de 2014).

Trata-se de uma tábua com 4 shots de chocolate quente, feitos com cacau, água e açúcar e que diferem no sabor graças a alguns detalhes extras na receita. Da esquerda para a direita (conforme a foto):

Chocolates produzidos em Hampton Court

Chocolates produzidos em Hampton Court

1) Chocolate quente + um pouco de pimenta

2) Chocolate quente + anis

3) Chocolate quente mais adocicado, parecido com o que bebemos hoje

4) Chocolate branco (feito com a manteiga do cacau) + baunilha + um toque de laranja

Parece estranho quando sabemos que é só cacau e água, sem o leite. Mas garanto: são todos deliciosos. Contudo, confesso que no ranking do meu paladar, o número 4 saiu na frente...

Os Jardins de Hampton Court

Todo palácio real que se preze, tem que ter um jardim à altura da sua importância.

E Hampton Court não ficou atrás. Seus bonitos e bem conservados jardins envolvem todo o complexo e são atrações tão bacanas quanto a visita do interior do palácio.

Podemos dividir os jardins de Hampton Court em 3 partes:

Great Fountain Garden

Great Fountain Garden

Os fundos do palácio – há uma imensa área verde, com um canal central que, guardadas as devidas proporções, lembra um pouco Versalhes. A parte que está mais perto do palácio forma um semi-círculo e chama-se Great Fountain Garden, cujo destaque são as árvores podadas em formato triangular, que mais parecem saídas de um desenho animado. Já a imensa área verde atrás chama-se Home Park e possui longas avenidas para quem tiver com disposição e fôlego para passear.

The Maze: o labirinto de Hampton Court

The Maze: o labirinto de Hampton Court

Os jardins norte – localizados à esquerda de quem chega à Hampton Court, ele está mais para um bosque do que um jardim, porém bem agradável de passear. Destaque para o labirinto de sebes (Maze), o mais antigo da Grã-Bretanha, e o Tyltyard, onde ocorriam os antigos torneios promovidos por Henrique VIII e hoje conta com um café e um jardim de rosas anexo (Rose Garden). Nos meses de verão (entre abril e setembro), ainda há no local o Magic Garden, um pequeno parque de diversões para a criançada. Veja as informações.

Privy Garden

Privy Garden

Os jardins sul – no lado oposto, à direita de quem chega à Hampton Court. São jardins barrocos, criados na época da expansão ocorrida no século 17. Essa ala sim tem cara de jardim e rende fotos lindas. Destaque para o Privy Garden, o jardim privado de Guilherme III, o Pond Garden, que antigamente possuía lagos com uma coleção de peixes exóticos e o Great Vine, uma magnífica videira que entrou para o Guiness em 2005 como a maior do mundo (ela produz uma colheita anual de uvas tintas doces que são vendidas nas lojas palácio no início de setembro).

ATENÇÃO: Quem estiver visitando o interior do palácio, quiser sair para os jardins e depois voltar pra dentro de novo, terá que mostrar novamente o ingresso para o fiscal liberar a (re)entrada na atração – desde que ela ocorra no mesmo dia, é claro. Por isso, não se esqueça de manter seu bilhete sempre guardado!

Outros destaques em Hampton Court Palace

Há ainda 2 atrações bem bacanas no complexo, que você não deve deixar de visitar:

Henrique VIII jovem

Henrique VIII jovem

Exposição sobre o Jovem Henrique VIII – traz a história do famoso monarca inglês, antes de se tornar a figura tirânica, mal-humorada e preocupada com o herdeiro varão.

Reza a lenda que, na juventude, Henrique VIII era um homem bonito, educado e cheio de virtudes: ele compunha músicas, escrevia poesias e era atleta, se destacando na maioria dos esportes da época.

Acabei não visitando esta ala, mas depois me arrependi. Bateu uma curiosidade em saber como é que esse jovem cheio de qualidades terminou como a figura cruel e rechonchuda que entrou pra história. Talvez o poder seja mesmo uma das ruínas do ser humano...

Nesta exposição também são contadas as histórias de Catarina de Aragão (a primeira esposa de Henrique VIII) e do Cardeal Thomas Wolsey – figuras importantes que fizeram parte do início da vida do monarca.

Triunfos de Cesar (Fonte: Le Monde1 - flickr)

Triunfos de Cesar (Fonte: Le Monde1 - flickr)

Os Triunfos de Cesar – há a exposição de um conjunto de 8 painéis que retratam uma procissão triunfal do General Júlio Cesar chegando a Roma com o espólio capturado em suas jornadas de conquista. A obra foi criada pelo artista renascentista italiano Andrea Montegna e comprado pelo rei inglês Carlos I em 1630, quando trouxe para a Inglaterra.

As pinturas são belíssimas e, dispostas lado a lado, formam uma cena única e cheia de detalhes. Dá pra ficar um bom tempo ali apreciando.

Inclusive, havia fones no local onde podemos ouvir algumas curiosidades e destaques sobre a magnífica obra (tudo em inglês).

Informações sobre a visita ao Hampton Court Palace

• Há bastante coisa a visitar por lá. Por isso, o ideal seria separar o dia para essa visita. O site oficial fala em 3 horas de passeio, mas achei muito pouco. Conte que há o deslocamento de Londres até o palácio (e a volta), o passeio por vários cômodos (com placas informativas para ler), exposições, caminhada pelos extensos jardins... Se o seu roteiro estiver muito apertado, sugeriria umas 5 ou 6 horas, no mínimo.

É permitido fotografar o interior do palácio.

• O ingresso inclui um audioguia gratuito que traz curiosidades e os destaques da visita. Mas infelizmente, não tem em português.

• Se você olhar o site oficial de Hampton Court, verá que o ingresso online sai um pouco mais barato do que comprado na bilheteria. Infelizmente, com o IOF de 6,38% do cartão de crédito, esse desconto vai por água abaixo para os brasileiros. Mesmo assim, não deixe de fazer as contas para o seu caso, conferindo os preços disponibilizados pelo site oficial.

• Não perca também os horários de funcionamento do Hampton Court Palace. Atenção para a Royal Chapel: ela fica fechada quando ocorre alguma missa e tem horário restrito aos domingos. Confira as informações detalhadas.

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6 Comentários
  1. Mariana Pires

    Excelente post!

  2. Pollyana Carvalho Carrazzoni

    Não vejo a hora de conhece-lo. Ótimas dicas!

  3. Mari a Aparecida

    Olá bom dia, estive na Inglaterra ano passado, porém não aproveitei muito até por não ter domínio do idioma, mas mesmo assim pretendo voltar ano que vem!
    Alguma dica para se virar com Inglês mais ou menos? 😳

    • Fernanda Rangel

      Oi, Maria Aparecida!
      Olha, não tem muito jeito… É preciso ter uma pequena noção de inglês para conseguir se virar sozinha por lá.
      Se vc não estiver se sentindo segura, o melhor a fazer é contactar um guia que vá te dar assistência.
      Abs

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