Visita ao Palácio Schönbrunn em Viena na Áustria

Não perca este relato de visita ao belo palácio de verão dos Habsburgo, no estilo de Versalhes, e obtenha todas as dicas e informações úteis para realizar esse passeio.

Schönbrunn

Schönbrunn

De todas as atrações turísticas de Viena, sem dúvida uma das mais procuradas é o belo Palácio Schönbrunn.

Conhecido como a “Versalhes de Viena”, Schönbrunn era a antiga residência de verão da Família Habsburgo – a poderosa dinastia que, por séculos, governou a Europa Central e o Sacro Império Romano-Germânico.

Além dos seus domínios, os Habsburgo também exerciam poder indireto sobre outros países, pois eles tinham o hábito de casar os membros de sua família com a realeza de outros lugares, tornando-se assim uma das dinastias mais influentes da história.

O exemplo mais próximo de nós é a esposa de Dom Pedro I, a Princesa Leopoldina, que era uma Habsburgo. E nasceu em Schönbrunn, ainda por cima!

Eu já tinha adorado conhecer o Palácio de Versalhes na França e, quando soube que havia uma versão similar na capital austríaca, não pensei duas vezes e programei uma visita à atração na viagem que fiz ao país em Maio de 2015.

Quem já visitou os 2 palácios, inevitavelmente faz comparações entre eles e comigo não foi diferente. Versalhes já tinha me encantado bastante e confesso que esperava encontrar em Viena uma versão mais simples.

E me enganei totalmente. Schönbrunn é lindíssimo por dentro! Arriscaria até dizer que ele é mais bonito que Versalhes. Pra mim, só perdeu com relação à fachada (um amarelo de gosto duvidoso...) e à “Grande Galeria”, que é inspirada na famosa Galeria dos Espelhos de Versalhes (e que, pra mim, é incomparável). Mas de resto...

Neste post vou contar como foi meu passeio, trazendo dicas e também informações úteis para que você possa saber o que fazer em Schonbrunn e pode se programar.

Uma breve história de Schönbrunn

Na encosta da colina onde hoje está Schönbrunn já existia uma propriedade desde o século 14 quando os Habsburgo adquiriam o espaço em 1569 – o Imperador Maximiliano II utilizou o terreno para instalar uma espécie de fazenda.

Brasão Habsburgo

Brasão Habsburgo

Um de seus descendentes, o Imperador Matthias, costumava usar a propriedade para a caça e, reza a lenda, foi graças a ele que o local ganhou o nome que conhecemos hoje: numa de suas caçadas, ele teria encontrado um poço natural nas imediações, ao qual chamou de schöner brunnen (ou “fonte bonita”).

Os primeiros indícios de que viraria um palácio veio em 1637, quando Eleonora Gonzaga – a imperatriz viúva de Ferdinand II – decidiu construir um palacete no local para que pudesse fazer as suas atividades sociais. Segundo os registros, nessa época ele já era chamado de Schönbrunn.

Mas a suntuosidade da residência veio mesmo no final do século 17, quando o Imperador Leopold I encomendou o talentoso arquiteto Bernhard Fischer von Erlach para construção de um palácio de caça para o herdeiro do trono.

Projeto final de Schönbrunn

Projeto final de Schönbrunn

O aspecto atual foi adquirido no meado do século 18, quando a Imperatriz Maria Theresa decidiu promover uma ampla expansão e reforma em Schönbrunn, trazendo detalhes em estilo barroco (rococó) para o edifício.

A sua intenção era transformar o palácio numa residência de verão da família – que assim permaneceu até 1918, quando ocorreu a queda da monarquia, após o fim da Primeira Guerra Mundial.

Com o início da República da Áustria, Schönbrunn passou a ser administrado por um órgão governamental local e foi utilizado para várias finalidades, como hospital para inválidos de guerra, quartel general e também local de reuniões de Estado.

Isso até os anos 90, quando a UNESCO declarou o palácio e os jardins de Schönbrunn como Patrimônio da Humanidade. Daí ele passou a ser restaurado e aberto para visitação.

O que fazer e ver no Palácio Schönbrunn?

Saindo do hotel um pouco antes das 08 da manhã, peguei o metrô até as imediações do Palácio Schönbrunn – que fica na periferia de Viena.

A saída da estação não fica exatamente em frente à atração e é preciso uma curta caminhada até a entrada. Não se preocupe, pois além do local ser bem sinalizado, geralmente encontramos alguns turistas indo em direção ao palácio. Basta seguir o fluxo.

Schönbrunn

Schönbrunn

Após cruzar os portões, nos deparamos logo com o imponente palácio. Achei um edifício muito bonito e harmônico, apesar da cor duvidosa da fachada – em vários tons de amarelo.

Após algumas fotos, fui até a bilheteria (que fica perto do portão, à esquerda de quem entra). Como cheguei um pouco antes da hora de abrir, o local estava relativamente vazio e não encontrei filas para comprar o ingresso.

DICA: Chegue uns 15 min antes da abertura para fugir das filas da bilheteria. Fiz isso e foi um acerto, pois meia hora depois de aberto já estava lotado de turistas lá dentro. As filas por lá costumam ser famosas e convém tentar evita-las para não perder um tempo precioso do seu dia.

Há vários tipos de bilhetes para visitar Schönbrunn (falarei mais sobre isso no final) e o que escolhi foi o ticket Classic Pass que dava direito a visitar a maioria dos cômodos do palácio e algumas atrações dos jardins.

A primeira parte da visita é o palácio propriamente dito. E depois, somos levados até os belos jardins laterais e o principal, que fica nos fundos.

O Palácio de Schönbrunn

Elegante. Esse é o termo que achei mais apropriado para definir o interior do Palácio de Schönbrunn. Seus aposentos são finamente decorados com detalhes barrocos e com suntuosos móveis que harmonizam com o ambiente.

Visitá-lo por dentro foi uma grata surpresa. Como eu já tinha ido à Versalhes (e a comparação entre ambos foi inevitável), acho que eu esperava uma decoração pra lá de extravagante, tal como no palácio francês. Mas, não...

Minha impressão foi a seguinte: Schönbrunn é como se fosse um Palácio de Versalhes sem excessos ou extravagâncias. Digamos que ele é “na medida”.

Uma vez lá dentro, seguimos um trajeto pré-determinado que nos leva pelos belíssimos aposentos do palácio.

Uma das salas de Schönbrunn (Autor: Steve Sharpe - flickr)

Uma das salas de Schönbrunn (Autor: Steve Sharpe - flickr)

Chama atenção o bom gosto da decoração dos cômodos. O piso de parquet é muito bonito e bem cuidado, chegando até a ter desenhos elaborados em alguns aposentos. Quanto às paredes, a maioria é branca e cheia de detalhes em estilo rococó dourado e ornamentado com obras de arte. No teto, vemos fabulosos afrescos em várias salas e candelabros de tirar o fôlego. E, por fim, os elegantes móveis, presente em todos os cômodos, dão o toque final (e especial) ao palácio. Um luxo!

Alguns ingressos (mais em conta) não permitem o acesso a todos os cômodos do palácio. Durante o trajeto do passeio, encontramos funcionários em pontos estratégicos que conferem os tickets e direcionam os visitantes de acordo com o pacote comprado.

O meu dava acesso a todos os cômodos visitáveis, de modo que vi bastante coisa lá dentro. E como não é permitido fotografar o interior do palácio, ficou difícil pra eu lembrar todas as belezas que encontrei nesta visita (e foram muitas, pode acreditar...).

Mas alguns pontos me marcaram e vou citá-los aqui como destaques dessa visita.

• A Blaue Stiege, ou Escadaria Azul, criada na época da Imperatriz Maria Theresa no local de uma antiga sala de jantar. Os degraus cobertos por um tapete azul e as paredes brancas ao redor dão destaque ao teto, que traz o belíssimo afresco “Joseph” do italiano Sebastiano Ricci;

• Os aposentos dos imperadores, cada qual mais lindo que o outro. Há vários, sendo os da ala leste os do casal Franz Joseph I e Sissi e também alguns de Maria Theresa. Já os da ala oeste, pertenciam a Franz Karl.;

• As pinturas com as fotos dos Habsburgo que passaram por Schönbrunn. Destaque para os mais importantes como a Imperatriz Maria Theresa e de algumas de suas filhas (ela teve 16 rebentos no total) e também do Imperador Franz Joseph e sua esposa Sissi – venerada pelo povo austríaco e uma espécie de Princesa Diana do século 19. Há até uma da Princesa Leopoldina, esposa do nosso Dom Pedro I, que como citei no início, nasceu em Schönbrunn;

• A Spiegelsaal, ou Sala dos Espelhos, que como o nome diz, possui espelhos nas paredes, dando um aspecto de que o aposento é maior do que parece. Além disso, essa sala ficou famosa também porque foi ali que Mozart fez seu 1º concerto aos 6 anos de idade, diante da Imperatriz Maria Theresa;

• A Große Galerie, ou Grande Galeria, que fica no centro do edifício e era utilizada para bailes, jantares e recepções. É uma versão mais simples da Galeria dos Espelhos de Versalhes, mas não menos bonita;

• A Kleine Galerie, ou Pequena Galeria, que fica ao lado da sala anterior e era utilizada para celebrações menores. Além de sua beleza evidente, o maior atrativo mesmo são os belíssimos Gabinetes Chineses que ficam nas extremidades da galeria, onde a Imperatriz Maria Theresa costumava se reunir com seus ministros e também para jogar cartas;

• A Vieux-Laque-Zimmer, ou o Quarto Vieux-Laque que pertencia a Franz Stephan, o esposo de Maria Theresa. Ele e é lindamente decorado com painéis de laca preta chinesa e molduras douradas, sendo preservado pela Imperatriz como uma espécie de memorial ao falecido marido (ao qual era muito apaixonada, segundo dizem).

1) Quarto Vieux-Laque ; 2) Um dos Gabinetes Chineses ; 3) Grande Galeria; 4) Um dos elegantes aposentos do palácio, com retratos de membros dos Habsburgo. (Fonte: site oficial de Schönbrunn)

1) Quarto Vieux-Laque ; 2) Um dos Gabinetes Chineses ; 3) Grande Galeria; 4) Um dos elegantes aposentos do palácio, com retratos de membros dos Habsburgo. (Fonte: site oficial de Schönbrunn)

O Jardim de Schönbrunn

Nos fundos do palácio fica o seu fabuloso e enorme jardim – cuja metade que fica próxima ao palácio é plana (ao nível dele) e a metade dos fundos fica inclinada sobre a encosta de uma colina, com o gracioso Gloriette no topo.

O enorme espaço de cerca de 1 km² é um jardim que começou a ser projetado como vemos atualmente à partir de 1695, em estilo barroco, e que hoje é um belíssimo parque florestal para os vienenses e os turistas que visitam Schönbrunn.

Passear por ele é mesmo um programa muito agradável – embora gere umas caminhadas “de respeito”.

Großes Parterre - Jardim de Schönbrunn

Großes Parterre - Jardim de Schönbrunn

Após visitar o interior do palácio, me dirigi para o jardim e comecei meu passeio pelo eixo central, que fica bem atrás do edifício: o Großes Parterre. Nele encontramos 2 fileiras de canteiros simétricos, cujas flores formavam desenhos como se fosse um bordado.

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Árvores curiosamente podadas, delimitando a via

Árvores curiosamente podadas, delimitando a via

Nas laterais, encontramos muitas árvores, estátuas e canteiros bem cuidados, sendo possível passar pelo meio deles através de vielas.

Inclusive, achei engraçado como as árvores estavam podadas na beirada delas: de forma reta, como se tivessem passado uma guilhotina no meio. O efeito acaba delimitando o traçado da via.

Conforme passeamos pelo parque, vamos descobrindo algumas belezas pelo caminho. Mas as fontes que há por lá são, de longe, os maiores atrativos.

Eis os destaques, que são cheias de significados ocultos:

Fonte do Obelisco

Fonte do Obelisco

Fonte do Obelisco (Obeliskbrunnen) – Ele representa o poder absoluto, estável e duradouro dos Habsburgo. Um obelisco (retratado aqui sobre uma caverna artificial e rodeado por “deuses do rio”) é um símbolo antigo de firmeza, o elo entre o céu e a terra. Note que a águia símbolo da dinastia está no topo e em cima de uma esfera dourada, que representa o sol. É como se dissesse que o governo é o representante dos céus, o único capaz de chegar lá. E os hieróglifos no obelisco, pasmem, são todos falsos, já que esta escrita ainda não havia sido decifrada na época da construção.

Schöne Brunnen

Schöne Brunnen

Fonte Bonita (Schöner Brunnen) – É a tal fonte que teria sido descoberta pelo Imperador Matthias e gerado o nome atual do palácio, conforme diz a lenda. É claro que, na época, devia ser apenas um poço natural, mas hoje é uma pequena casa protegendo a figura da ninfa Egéria vertendo a água (vinda da nascente) de um vaso para a bacia da fonte.

Ruínas Romanas

Ruínas Romanas

Ruínas Romanas (Römische Ruine) – Seguindo uma tendência da época, essa fonte é uma bonita e muito bem feita recriação de um templo de Cartago em ruínas, após ter sido tomada pelos romanos. Ele faz uma referência às conquistas dos Habsburgo, que comandaram o Sacro Império Romano-Germânico, considerado o “sucessor legítimo” do Império Romano. Note também, atrás da fonte e um pouco mais afastado na subida da colina, a estátua de Hércules e a representação de 2 dos seus 12 “trabalhos”: a luta com Cerberus (o cão de três cabeças) e a Hydra derrotada (caída aos seus pés) – foto.

Fonte de Netuno

Fonte de Netuno

Fonte de Netuno (Neptunbrunnen) – No sopé da colina e na extremidade do Großes Parterre (na direção do palácio), está essa fonte, considerada a maior de Schönbrunn. Ela retrata o tema de 10 entre 10 jardins daquela época: Netuno, o deus dos mares, com seu inconfundível tridente e rodeado por ninfas e tritões. Nesta escultura, ainda foi acrescentada a figura da deusa Tétis, suplicando ajuda para seu filho Aquiles, que estava indo conquistar Tróia. O simbolismo é simples: Netuno exercendo seu domínio sobre o elemento água faz uma analogia aos monarcas controlando o destino de suas nações.

Outro destaque dos jardins é o Irrgarten, onde encontramos labirintos verdes feitos com sebes, que é diversão garantida para adultos e crianças. A visita é paga e estava inclusa no meu ingresso.

Aliás... A visita é grátis aos jardins de Schönbrunn, mas há atrações pagas lá dentro que só poderão ser acessadas mediante a compra de ingresso (avulso ou combinado com a visita ao palácio).

Outras 3 atrações dos jardins – e que não visitei por não estarem inclusas no meu ingresso – são a Palmenhaus (a estufa criada pelo Imperador Franz Joseph para abrigar sua coleção de plantas exóticas), a Wüstenhaus (que simula um ambiente de deserto, com uma criação da fauna e da flora típicas) e o Tiergarten (o zoológico de Viena).

Tiergarten, o Zoo de Viena em Schönbrunn (esq) e o Palmenhaus (dir)

Tiergarten, o Zoo de Viena em Schönbrunn (esq) e o Palmenhaus (dir)

O Gloriette

Majestosamente no alto da colina (e na reta do palácio) está uma arcada coberta construída em 1775 a mando da Imperatriz Maria Theresa, que recebeu o nome de Gloriette.

Colina para o Gloriette

Colina para o Gloriette

Reza a lenda que este edifício servia para 3 coisas: como plataforma de observação de luxo, como salão de jantar (tinha até cozinha) e também como monumento à “guerra justa”, um ideal comum no século 18 em que todas as guerras teriam o “nobre” e “justo” objetivo de manter a ordem e o equilíbrio do poder – como uma prevenção de problemas.

Olhando a foto acima, parece que a subida da colina para o Gloriette é tranquila, não é mesmo?

Só que não! Para chegar ao sopé dela já é uma caminhadinha razoável. E depois, quando ficamos cara a cara com a subida (feita em zigue-zague), percebemos que é mais alta do que parece.

E isso fica mais evidente ainda quando chegamos lá em cima. Nos dias de hoje, o Gloriette é mais procurado pelos visitantes não só por ser um belíssimo mirante que nos dá uma visão aérea de Schönbrunn, mas principalmente porque nos proporciona uma vista panorâmica da cidade de Viena.

É possível ir até o terraço do monumento (a subida é paga e estava inclusa no meu ingresso) de onde podemos ter uma vista ainda mais alta e mais linda. Não há elevador, mas a escadaria é bem tranquila, realizada em etapas – o que é ótimo para os sedentários de plantão, como eu.

Gloriette e seus detalhes. Abaixo à esquerda, o terraço em 2 níveis. Ao lado, a vista de Schönbrunn e de Viena

Gloriette e seus detalhes. Abaixo à esquerda, o terraço em 2 níveis. Ao lado, a vista de Schönbrunn e de Viena

Na parte central funciona um restaurante, chamado Café Gloriette, situado no antigo salão de jantar de Maria Theresa.

Bateu um desânimo de subir até o Gloriette? Calma que tem jeito!

Schönbrunner Panorama Bahn

Schönbrunner Panorama Bahn

Há um trenzinho que circula por todo o perímetro de Schönbrunn, parando em alguns pontos estratégicos onde você pode saltar e pegar os próximos que passarem, no sistema conhecido como “Hop-on Hop-off”. É o Schönbrunner Panorama Bahn.

Como ele faz um trajeto circular, você também pode optar por ficar dentro do trem e fazer um passeio por todo o parque, sem saltar. Aliás, uma ótima dica de visita panorâmica pelo jardim.

O trajeto seguido pelo Schönbrunner Panorama Bahn

O trajeto seguido pelo Schönbrunner Panorama Bahn

O ponto de partida é próximo à entrada do palácio – na lateral esquerda de quem está de frente pra ele e de costas para a grade de entrada do complexo (pertinho do acesso ao “Jardim do Príncipe”). O ingresso foi adquirido diretamente com o motorista.

Uma vez comprado, eles carimbam o dorso da nossa mão, para facilitar a conferência quando precisar descer em algum ponto e depois subir no trem de novo. Mas apesar disso, eles pedirão que você mantenha o ticket de papel guardado, como garantia.

Para quem quiser evitar as longas caminhadas pelo enorme jardim e escapar da subida (ferrenha!) até o Gloriette, essa é a melhor maneira de fazer isso.

Confira todas as informações sobre o Schönbrunner Panorama Bahn.

O Jardim do Príncipe e a Orangeriegarten

Também estavam inclusos no meu ingresso a visita aos 2 jardins que ficam na lateral leste do palácio: um privado chamado de Jardim do Príncipe (Kronprinzengarten) e o antigo pomar, também conhecido como Orangeriegarten.

Jardim do Príncipe

Jardim do Príncipe

O Jardim do Príncipe (lindíssimo) era um jardim privado utilizado apenas pela família imperial e que recebeu esse nome porque ficava na direção dos aposentos do Príncipe Rudolph, filho do Imperador Franz Joseph e de sua esposa Sissi.

Ele é cercado por uma pérgula (espécie de túnel feito de trepadeiras) que faz um traçado em formato de ferradura ao redor do jardim e possui 5 pavilhões, sendo que em um deles há uma plataforma de observação no alto, que podemos subir e admirar o belo jardim privado de cima.

Já a Orangeriegarten é outro jardim, onde ficava o pomar de Schönbrunn. Ele é situado dentro de um edifício para que as árvores frutíferas ficassem preservadas do frio intenso do inverno austríaco.

Aliás, o local também funcionava como uma espécie de jardim de inverno do palácio.

Os tipos de ingresso para visitar Schönbrunn

Como citei no início do post, há várias opções de bilhete para visitar Schönbrunn, variando de acordo com o número de atrações que você quer visitar lá dentro.

A ideia da administração é oferecer um preço mais justo para quem quer visitar mais (ou menos) atrações. Quanto mais visitas forem feitas, mais caro vai ficando o ingresso.

As opções disponíveis são:

Imperial Tour – Inclui a visita a 22 cômodos do palácio (só a ala oeste e as galerias).

Grand Tour – Inclui a visita a 40 cômodos do palácio (o edifício todo).

Classic Pass – Inclui a visita a 40 cômodos do palácio (o edifício todo), a Orangerie, o Jardim do Príncipe, o Irrgarten (labirinto) e a subida ao terraço do Gloriette.

Gold Pass – Inclui tudo o que o Classic Pass cobre e mais o Zoológico, o Palmenhaus, o Wüstenhaus e o Kaiserliche Wagenburg (um Museu de Carruagens que fica a oeste de Schönbrunn). E ainda dá direito de visitar o Schloss Hof, outro palácio que fica na fronteira da Áustria com a Eslováquia.

Esses 2 últimos (o Classic Pass e o Gold Pass) são vendidos apenas na temporada de verão, que varia de data a cada ano. No geral, vai do meado de março a início de novembro.

Na temporada de inverno – entre novembro e março, variando o dia a cada ano – também estão disponíveis o Winter Pass (que é o Grand Tour + visita ao Zoo) e o Winter Pass Plus (tudo o que o anterior cobre e mais o Palmenhaus, o Wüstenhaus e o Museu de Carruagens).

Outra opção é o Sisi Ticket, um passe turístico de Viena que inclui não só a visita aos 40 cômodos do Palácio Schönbrunn, como também dá direito à visita ao Hofburg e o Museu do Mobiliário Imperial – ambos no centro de Viena (preço).

OBSERVAÇÕES:

• Todos os tickets incluem o audioguia (não tem em português). E no caso do Grand Tour, ainda há a opção de contratar um guia local.

• O Imperial Tour e o Grand Tour permitem a visita ao jardim e ida até o Gloriette. Mas não dá direito à entrada nas atrações pagas.

• Você pode optar por adquirir os ingressos avulsos de todas as atrações do jardim que são pagas.

DICA: Monte um roteiro do que você deseja visitar em Schönbrunn e procure as opções de preço que seja a melhor opção para o seu caso. Não tem jeito: é sentar e fazer as contas.

Para te ajudar, confira o preço dos tickets “tour” e o das atrações do jardim. E não se esqueça da opção do Sisi Ticket que mencionei acima.

Como chegar à Schönbrunn?

Fácil, fácil.

Basta pegar a linha U4 do METRÔ (direção: Hütteldorf) e saltar na estação “Schönbrunn”.

Mas se por acaso você não estiver perto de alguma estação de metrô (acho difícil de acontecer...), também pode pegar o bonde (ou Tram). A linha 10 (itinerário) e a linha 58 (itinerário) passam bem pertinho da entrada. Basta saltar no ponto “Schloß Schönbrunn”.

DICA: Não perca nosso post que traz um guia completo de como utilizar o transporte público de Viena.

Para os adeptos do CARRO, há um estacionamento nas imediações, próximo à saída do metrô.

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Informações adicionais

• Schönbrunn abre todos os dias, inclusive nos feriados. Confira os horários.

• A entrada para o jardim é franca e, como em qualquer parque público, ele abre bem cedo (antes do palácio). Confira o horário.

Reserve o dia inteiro para a visita à Schönbrunn. Se for fazer o tour dos 40 cômodos (o que recomendo) prepare-se para ficar cerca de 1h30 a 2h lá dentro. E se for dar uma volta nos jardins (o que também recomendo), prepare-se mais ainda: ele é gigante e requer tempo para explorar os pontos principais.

• Há restaurantes e cafés no complexo, possibilitando que os visitantes programem um dia inteiro de passeio por lá. E há também carrocinhas espalhadas pelo jardim, onde você pode comprar uma bebida (a água vem com um rótulo exclusivo de Schönbrunn).

Não é permitido fotografar os aposentos do interior do palácio.

• Vá com calçado confortável para as andanças e adequado para os jardins, onde o piso é de terra batida.

• Para evitar as filas homéricas, chegue um pouco antes da abertura do palácio. Ou então, compre o ingresso online, com dia e hora marcados e imprima-o em casa.

• Não perca também nossa sugestão de Roteiro de 3 dias em Viena e veja o que você pode fazer na capital austríaca em poucos dias.

Dicas importantes para seu planejamento de viagem à Áustria

Pretende passear pelo país de trem? Então não perca nosso post que te explica como utilizar os trens na Áustria.

Para não entrar em nenhuma roubada na sua estada pelo país, não deixe de ver nossas dicas de sobrevivência para quem vai à Áustria.

• Aqui no blog temos também outros roteiros de o que fazer nas cidades de Innsbruck e Salzburgo

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11 Comentários
  1. Karla Queiroz

    Relato excelente, dicas ótimas, muito obrigada, Fernanda!

  2. Paulo

    Olá Fernanda, tudo que eu queria saber sobre o Palácio Shonbrunn encontrei aqui no seu post, parabéns, muito bem explicado, fico somente na dúvida de qual ingresso comprar, se o Classic Pass ou o Sisi Ticket. Cruel!!!

    Abs.

    • Fernanda Rangel

      Oi, Paulo!
      Obrigada pelo elogio!
      Decidir qual melhor passe é uma das piores partes do planejamento. Tem que fazer muita conta pra ver qual vale a pena…
      O ideal é fechar o roteiro primeiro e fazer o somatório dos ingressos depois para ver o que compensa.
      Boa sorte! 😀
      Abs

  3. Anderson

    Nossa! Por mais postagens assim na internet! Parabéns!!!!

    Me tira uma dúvida, por favor. Já vi que o Sisi Ticket (muito interessante pela combinação com o Hofburg) só dá direito à visita aos 40 cômodos, que é o Grand Tour, sem direito aos jardins e ao Gloriette. Em posse do Sisi Ticket em Schonbrunn, é possível comprar um outro ticket para visitar os jardins e ao Gloriette? Pelo menos não vi esta opção no site oficial.

  4. Anderson

    Opa, não tinha prestado atenção a este trecho…”O Imperial Tour e o Grand Tour permitem a visita ao jardim e ida até o Gloriette. Mas não dá direito à entrada nas atrações pagas.” Mas então, o que seriam estas atrações pagas?

    • Fernanda Rangel

      Oi, Anderson!
      Obrigada pelo elogio!
      A visita aos jardins é livre e gratuita, ele funciona como um parque público local. Com o Sisi Ticket em mãos, vc pode passear por ele, mas para subir no terraço do Gloriette e entrar nas atrações dos jardins, é preciso pagar uma taxa extra.
      Todas as atrações dos jardins são pagas: labirinto do Irrgarten, Zoo, Jardim do Príncipe e Orangerie. Confira os valores aqui.
      O Palmerhaus, o Wüstenhaus e o Zoo também são pagos, mas não encontrei os valores no site oficial do palácio. Acredito que suas visitas estejam vinculadas aos tickets combinados (“tours”).
      Abs

  5. Leonardo Claver

    Olá, Fernanda. Maravilhoso o post. Já segui suas dicas em viagem a Itália no ano passado. Estou aqui, de olho novamente. Vou ficar quatro dias em Viena no mês de Julho/17. No caso, vc recomenda que eu reserve um dia inteiro para o Palácio Schönbrunn.? Outra questão: há como comprar os ingressos antecipadamente pela internet? Muito obrigado.

    • Fernanda Rangel

      Oi, Leonardo!
      Eu que agradeço o elogio!
      Fico muito contente pelos posts estarem lhe ajudando mais uma vez. 😀
      Olha, eu cheguei em Schönbrunn um pouco antes da hora de abertura e terminei tudo por volta das 15:00. E olha que parei pra tirar foto, visitei a maior parte do interior do palácio, caminhei pelos jardins, esperei pelo trenzinho, subi o Gloriette…
      Mas pra quem for em cada cantinho e explorar todas as atrações que tem lá dentro (incluindo zoológico e as estufas), talvez leve o dia todo.
      E pode comprar online sim. Nesse link aqui você escolhe o seu “tour” e segue as orientações para realizar a compra.
      Abs

  6. Janaina

    Fernanda, você tem informações sobre o concerto e o pacote com o jantar lá do Palácio? Queria muito comprar esse pacote mas estou com dúvida sobre a roupa porque, se comprar, gostaria de ficar direto da visita para o jantar e, depois, para o concerto. Mas não gostaria de ir muito arrumada para a visita ao museu (pensei em usar sapatos e roupa confortável) e não gostaria de visitar, voltar ao hotel para me arrumar para depois ir de novo para lá. O que aconselha?

    • Fernanda Rangel

      Oi, Janaína!
      Não conheço esse pacote do jantar, sei apenas do concerto que acontece às 20:30.
      Entendo que seria ruim ir e voltar mais tarde, mas o palácio fecha por volta das 17:30, ou seja, vc vai ter que ficar 3 horas lá esperando pelo concerto.
      Isso sem contar com o traje. O site não dá detalhes sobre isso, mas a foto que eles tem lá mostra mulheres de vestido longo e homens com terno e gravata. Não vai ser confortável passear com esse tipo de roupa durante o dia.
      Olha, eu não acho Schönbrunn tão contramão para quem está no centro de Viena. É super fácil chegar lá, diferentemente com o que acontece em Versalhes na França, por exemplo, que fica fora de Paris.
      Se fosse comigo, eu passearia de dia e voltaria depois à noite para o concerto (e jantar). Nem que fosse em outro dia.
      Abs
      Abs

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